Subscribe:

1 de janeiro de 2016

Como o cristão deve agir em meio a crise econômica.


Por Rô Moreira.

Passada a emoção da virada de ano voltamos à realidade, aquela que todos já conhecemos. Os carnês do IPTU, o IPVA, as matrículas escolares entre tantos outros tributos que sofrerão aumento como todos início de anos acontece.
Povo de Deus chega de utopias, esse negócio de saber usar a fé para prosperar não procede  como alguns dizem:” depois que cheguei nesta igreja a minha vida financeira mudou”, entre outras baboseiras que ouvimos todos os dias sem mesmo sair de casa não cola mais. Essa Disneylândia conhecida também como “graça barata” não poderá mais se sustentar diante da crise que nos atormenta e que pelo andar da carruagem vai piorar neste novo ano que se inicia.
Em 2015 foram fechadas quase 900 mil vagas de emprego em todo Brasil e a previsão para este ano é de mais de 2,2 milhões, não há como a teologia da prosperidade se manter de pé diante de tanto desemprego, os testemunhos no mínimo duvidosos hão de perecer no decorrer deste ano e não adianta dizer que para Deus não tem crise. Somos cidadãos do céu, mas vivemos ainda na terra e estamos debaixo da autoridade do homem como membros da sociedade, então como nos destacar do ímpio no momento de sofrimento como este? Sinceramente, não tenho a resposta. Mas posso sugerir algumas coisas, como:

Colocarmos os pés no chão e sairmos desse consumismo ilusório, que só serve para nos enrolar cada vez mais nas dívidas, pois entre a palavra e a ação há uma distância muito grande.
Buscarmos austeridade entre o que ganhamos e o que gastamos, pois não devemos gastar mais do que ganhamos, na verdade devemos comprometer no máximo 80% de nossa renda mensal.
Toda decisão deverá ser debatida dentro do lar, explicar pros filhos adolescentes que eles não poderão ter aqueles aparelhos eletrônicos de ponta, que aquele videogame tão desejado possa também não chegar, que o jovem talvez tenha que se desdobrar mais nos estudos para conseguir uma universidade pública, porque  a particular talvez não possa ser contemplada, que a esposa diminua as idas ao cabeleireiro, ser mais contida com o cartão de crédito quando estiver diante daquele sapato caríssimo tão desejado, e que ele, o marido, não ouse trocar o carro usado por um zero km neste momento de crise.
Comprar somente as coisas que precisarmos e no dinheiro, pois o cartão de crédito, tende a nos levar a comprar o que não precisamos com o dinheiro que não temos, e os seus juros  é de mais de 430%  e evitar o cheque especial com seus juros superior a 285% anual.
Atentarmos para o momento político em que vivemos, e assim, retirarmos qualquer “erva daninha” que tem provocado todo caos que temos passado, nisto incluo políticos, administradores público e pastores que se associam com essa gente e tentam nos persuadir a nos alinharmos com eles através do voto e da defesa do indefensável. No mais, temos que ir as ruas se for preciso e votar com mais responsabilidade, não deixando ninguém nos persuadir a votar nos candidatos deles, por interesses exclusivos deles e o não nosso.
E mesmo não entendendo de mercado é sabido que entendemos de supermercados, e por isso, a nossa atenção a subida dos preços é de suma importância, pois nos serve de termômetro para analisar o momento da nação vivido e o nosso momento atual é péssimo.
Não acreditar em tudo o que a mídia diz no momento de crise, pois ela tenta amenizar a crise para aliviar o governo, com fins de acalmar o povo e manter os incompetentes e corruptos no poder.
Em resumo: Em 2016 passaremos pela maior crise da história do Brasil já registrada, e diante desse anuncio pessimista, devemos ser bastante criteriosos em tudo que fizermos.
Esse meu pessimismo é uma realidade dentro do quadro que estamos vivendo, o Brasil no ano de 2015, só teve retração comercial  inferior a Venezuela, ficamos com menos de 2,2 e a Venezuela com menos 20, enquanto outros países da America latina tiveram seu poder de compra em uma condição positiva. Se não abrirmos os olhos, vamos chegar ao nível da Venezuela, se não tirarmos esse governo do poder, chegaremos a níveis Cubanos em algumas décadas.
Hoje dos 27 milhões de aposentados, 18 milhões recebem o salário mínimo, e a política do salário mínimo  separada do reajuste do aposentado, que nunca sai, tem o objetivo de fazer que todos os aposentados recebam um salário mínimo. E os da ativa, que tenham o curso superior não recebam mais que três salários mínimos.

Se esse partido se perpetuar no poder, daqui  a meio século,seremos uma nação que terá direito a uma ração distribuída pelo governo como já ocorre em Cuba, enquanto os grandes empresários e os políticos da situação, ficarão cada vez mais milionários. E os da oposição, ah! Esses não existirão mais, pois a ideia bolivariana é tirar sua autoestima, destruindo a economia da nação para que as pessoas tenham medo de perder as suas poucas conquistas e com isso perderem a força de lutar, e se isso acontecer no Brasil será o fim.

Pedimos a Deus que venha nos orientar em todo este caos social em que vivemos. Mas nunca esquecendo que somos parte da engrenagem de todo esse processo, e por isso não devemos nos eximir de culpa quando as coisas  derem errado, até porque gostamos de nos vangloriar quando as coisas dão certo. Nós somos o Brasil. Vamos em frente com Deus no controle.

2 comentários:

Josie rosa azul disse...

Chegou o tempo da teologia da semente cair por terra. Que prevaleça o verdadeiro evangelho.

Robson Aguiar disse...

Disse tudo amiga Rô.

Sua abordagem foi perfeita, não haverá teologia da prosperidade que resista a crise instalada em nosso país. Seus conselhos de economia são bíblicos. Sua observação em relação aos que estão atualmente no poder condiz com a verdade e não deixa a desejar. Nada a acrescentar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...