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28 de fevereiro de 2016

Ministério Público pede a cassação do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, por superfaturamento na construção de ciclovias


BRASIL
|  N° Edição:  2412 |  26.Fev.16 - 20:00 |  Atualizado em 28.Fev.16 - 15:46


A ciclovia mais cara do mundo
Ministério Público pede a cassação do prefeito de
 São Paulo, Fernando Haddad, por superfaturamento
 na construção de ciclovia

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tenta
 fazer da construção de ciclovias uma marca de sua
 gestão. O paulistano pode até vir a gostar da ideia.
Mas a questão é que as ciclovias de Haddad são as
 mais caras do mundo. E isto tem chamado atenção
do Ministério Público. O custo médio de cada
quilômetro construído sai por estratosféricos
R$ 650 mil. Supera, por exemplo, cinco vezes o
valor pago por Paris. É maior também do que
o desembolsado por cidades díspares, como
 Nova York e Buenos Aires. Uma destas ciclovias
desperta ainda mais atenção do MP pelo seu
 impressionante superfaturamento. Trata-se
da Ceagesp-Ibirapuera, uma obra simples e plana,
 com apenas faixas vermelhas de sinalização.
Cada um de seus 12,4 quilômetros custou
R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. Na gestão
anterior, a mesma empresa cobrou R$ 617 mil
por quilômetro. Promotores paulistas acusam
Haddad e seu secretário de Transportes, Jilmar
Tatto, entre outros, de terem causado um prejuízo
 de cerca de R$ 47 milhões só nesta obra.
 Para os promotores, a prefeitura não realizou
 a licitação de maneira adequada. Justificando
 urgência, eles fracionaram as obras em seis
 contratos. Evitaram, assim, a necessidade de
certame, o que é ilegal. Agora, o Ministério Público
pede para que o prefeito seja retirado do cargo,
tenha os seus direitos políticos suspensos e
devolva ao erário os prejuízos causados por ele e se
us secretários.
HADDAD_ABRE.jpg
EXPLICA, HADDAD
Prefeito de São Paulo (abaixo) terá dificuldades para
justificar como efetuou gastos tão acima do padrão
nas obras da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera (acima)
CICLO-2-IE.jpg
A operação Lava Jato também promete dar dor de
cabeça ao petista. Na última semana, o
marqueteiro responsável por tornar possível a sua
 vitória, João Santana, foi preso. É acusado de ser
 pago fora do país por empreiteiras pela realização
de campanhas. Há suspeitas que a de Fernando
Haddad à prefeitura paulistana seja uma delas.
 Estão, entre os indícios, anotações de empreiteiros
implicados pela PF. Um dos donos de construtora
envolvida nos desvios do Petrolão já havia
relacionado o pagamento de propina a doações
para Haddad. Ricardo Pessoa, da UTC, disse, em
sua delação premiada, ter desembolsado despesas
de R$ 2,6 milhões da campanha petista à Prefeitura
de São Paulo. Com tantas acusações, Haddad terá
de pedalar muito para fugir dos escândalos
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Isto É Independente e Folha Política

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