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25 de março de 2016

Após reunião na casa de Sarney, Lula não convence PMDB a rever saída


De Brasília

  • O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), conversa com Geraldo Alckmin (PSDB) após reunião com governadores de vários estados em Brasília
    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), conversa com Geraldo Alckmin (PSDB) após reunião com governadores de vários estados em Brasília
Apesar dos apelos do Palácio do Planalto, de Lula e da ala governista do PMDB, o diretório nacional do partido vai se reunir no dia 29 de março para definir a data-limite do desembarque do governo. Os sete peemedebistas que compõe o ministério da presidente Dilma Rousseff deverão entregar seus cargos até o dia 12 de abril.
Lula envolveu-se nas discussões e trabalhou para adiar a reunião do diretório. No entanto, conseguiu apenas convencer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a dar uma declaração pública de que sigla agrava a crise se sair do governo. "O PMDB não pode dar o gatilho do impeachment", disse Renan.
O presidente do Senado falou com os jornalistas minutos depois de encontrar-se com Lula na casa do ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP).
A conversa entre os três durou duas horas. Renan se negou a dar detalhes, mas a reportagem apurou que o objetivo de Lula era buscar o adiamento da reunião do diretório do dia 29 de março para o dia 12 de abril. No começo da noite, um grupo de mais de 20 deputados pressionou o vice-presidente Michel Temer - que é também presidente nacional do partido - a não aceitar a mudança.
Apesar da tentativa de ajudar Dilma e Lula, Renan nega qualquer desentendimento com Temer, que é o principal beneficiário em caso de impeachment da presidente. Nos bastidores, o próprio vice tem defendido que não é o momento de "pular etapas". Ele não quer ser tachado como "golpista" e, por isso, tem evitado conversas mais explícitas sobre as articulações em favor do afastamento de Dilma. Temer, porém, negou-se a participar da reunião de coordenação de governo realizada anteontem.
Mesmo com algumas divergências, a avaliação geral das duas alas do PMDB é de que hoje o impeachment de Dilma é inevitável. Aliado de Renan, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirma que se o governo não conseguir 171 votos na Câmara para barrar o impeachment, o Senado não conseguirá reverter essa decisão - o afastamento da presidente precisa ser aprovado nas duas Casas. "Se aprovar na Câmara, dificulta muito no Senado", disse. "Eu tenho de respeitar a vontade da bancada", completou.
Renan compartilha da mesma opinião. Publicamente, no entanto, o presidente do Senado quer demonstrar "imparcialidade" e "caráter institucional". Na terça-feira (22), ao falar sobre o impeachment, chegou a dizer que "o crime de responsabilidade" da presidente precisa ser configurado. "O que a história dirá se votarmos um impeachment sem crime?", questionou.
Impasse
Mesmo antes do apelo de Lula para que o PMDB "dê tempo ao tempo" e não tome agora a decisão de sair do governo, ministros do partido conversaram na segunda-feira (21) com Temer, que comanda o partido, numa tentativa de traçar uma estratégia conjunta.
Dos sete ministros do PMDB, pelo menos três não estão convencidos de que devem entregar seus cargos. A interlocutores, o recém-empossado ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes, confidenciou: "Se o PMDB deixar o governo, a decisão sobre continuar no cargo é minha".
No comando da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, por sua vez, deve usar o leilão do dia 31 como argumento para permanecer no ministério ao menos até lá. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é amiga de Dilma. Há quem aposte até numa desfiliação sua do PMDB para permanecer ao lado da presidente, caso o partido decida pelo divórcio. (Colaboraram Daniel Carvalho, Ricardo Brito,Eduardo Rodrigues e Erich Decat).
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Quem já se declarou contra ou a favor do impeachment de Dilma?34 fotos

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CONTRA - José Sarney (PMDB), ex-presidente da República (1985-1990): aliado do governo Dilma Rousseff, ele se manifestou contra o impeachment ainda em março, quando a presidente começou a sofrer pressão. "Isso não tem nenhum sentido. É apenas uma reminiscência do impeachment do Collor", disse, à época. Depois do acolhimento de Cunha, Sarney articulou, com outras lideranças do PMDB, para fechar o apoio da 

1 comentários:

Pb Fernando disse...

Sabemos que o PMDB também é parte dessa corrupção que assola o Brasil. Entretanto o PT cujo foco primordial de sua ideologia é o comunismo ele precisa imediatamente ser banido do planalto e o PMDB precisa dá essa contribuição aos brasileiros.
Meu desejo é que o povo brasileiro despertem politicamente e sejam mais assíduos na política. Só assim as coisas devem melhorar.

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