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Dona de agência de comunicação fecha delação premiada na Acrônimo


Investigação atinge a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, e a mulher dele.











A dona de uma agência de comunicação fechou um acordo de delação premiada na Operação Acrônimo, da Polícia Federal. A investigação atinge a campanha da presidente Dilma Rousseff  em 2010, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, e a mulher dele.
São dois endereços na mira da Operação Acrônimo. Em Brasília, o Palácio do Planalto. Em Belo Horizonte, a Cidade Administrativa, sede do governo de Minas.

A investigação ganha mais um reforço com o anúncio do fechamento de delação premiada da publicitária Danielle Fonteles, dona da agência de comunicação Pepper Interativa.

Essa empresa, que produz conteúdo para a internet, cuidou da imagem de Dilma Rousseff em redes sociais na campanha presidencial de 2010. O atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, era um dos coordenadores da campanha da presidente.

A Operação Acrônimo investiga um suposto esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

O governador mineiro e a primeira-dama, Carolina de Oliveira, estão entre os investigados. A Polícia Federal suspeita que a primeira-dama seria sócia oculta da Pepper Interativa e que receberia comissões por meio dessa agência.

Nesta segunda-feira (28), o jornal “Folha de S.Paulo” trouxe mais detalhes sobre a notícia que saiu na revista “Veja” no fim de semana. As informações foram confirmadas pela TV Globo. Danielle Fonteles deve detalhar o suposto envolvimento do governador Pimentel, da mulher dele, Carolina, e de Benedito de Oliveira Neto, conhecido como Bené.  Ele é dono de uma gráfica que prestou serviço para a campanha de Pimentel ao governo de Minas, em 2014, e é apontado pela Polícia Federal como operador do esquema.

A agência Pepper Interativa também é citada na delação de ex-executivos da Andrade Gutierrez em outra operação: a Lava Jato. A TV Globo confirmou que eles admitiram o pagamento ilegal de dívidas de campanha da presidente Dilma em 2010.

O valor do pagamento por meio de contratos fictícios com a agência Pepper Interativa chegou a R$ 6 milhões. Segundo os ex-executivos, esse dinheiro foi repassado à agência a pedido de Fernando Pimentel.

O relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, já autorizou o indiciamento de Fernando Pimentel e também o interrogatório dele, que será feito pela Polícia Federal. Os investigadores afirmam reservadamente que já há indícios suficientes para denunciar o governador ao STJ.
A defesa do governador Fernando Pimentel declarou que está tranquila, que confia na atuação das autoridades, mas que lamenta o que chamou de divulgações precipitadas e seletivas de informações que deveriam estar sob sigilo. A defesa do governador petista diz ainda estar certa de que a prudência e a cautela das autoridades não vão se tornar reféns de pressões externas para a politização de qualquer investigação criminal.
O advogado de Carolina de Oliveira afirmou que as atividades pública e privada dela foram pautadas pela lei. E que, por isso, não tem receio de depoimento de terceiros.
O PT de Minas Gerais e a Pepper Interativa não quiseram se manifestar.
A coordenação financeira da campanha eleitoral de 2010 de Dilma Rousseff afirmou que todos os pagamentos feitos foram declarados ao TSE, que aprovou a prestação de contas.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com os advogados do empresário Benedito Rodrigues Oliveira Neto, o Bené.


Comentários

Pb Fernando disse…
Dilma Rousseff e o PT está mais enrolado que papel higiênico. Indiscutivelmente a justiça já tem elementos de prova o suficiente para impedi-la de continuar no planalto, bem como enjaular muitos PTralhas e banir definitivamente o PT como partido político.

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