Pular para o conteúdo principal

Mobilização antigoverno foi 13 vezes maior que a de ontem


Bruno Góes e Sérgio Roxo, com G1 - O Globo

RIO E SÃO PAULO — As manifestações de sexta-feira, a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, foram menores do que os atos do último domingo. Segundo balanços das polícias militares nos estados, a mobilização antigovernista foi pouco mais de 13 vezes maior, levando 3,6 milhões de pessoas às ruas em todo o país, enquanto governistas levaram 275 mil. Nos dois casos, foram registrados protestos em todos os estados. As únicas capitais onde os atos de ontem foram maiores do que os de domingo foram Salvador (BA), João Pessoa (PB) e Rio Branco (AC).
Além da quantidade de público, outras diferenças puderam ser registradas nas duas ocasiões. Ontem, dia de semana, as manifestações foram convocadas por centrais sindicais e movimentos de esquerda ligados ao governo, com a contratação de ônibus fretados para militantes. Já nos atos do dia 13, que ocorreram em um fim de semana, a convocação foi feita pela internet por movimentos que desde o ano passado pedem a saída de Dilma, como o Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua.
A Avenida Paulista, em São Paulo, era ocupada ontem pelos manifestantes ao longo de 11 quarteirões — público de 80 mil pessoas —, com discursos de militantes de PT e outros partidos de esquerda. Já no último domingo, eram 23 quarteirões ocupados pelas pessoas que queriam o impeachment de Dilma — público de 1,4 milhão.
Cinco dias depois, o verde e amarelo deu lugar ao vermelho na Paulista. As palavras de ordem contra Dilma e Lula gritadas pelos que vestiam a camisa da seleção foram substituídas pelo canto “Não vai ter golpe”. Camisas do PT, da CUT e do MST eram o uniforme de boa parte dos que protestavam.
Na sexta-feira, os manifestantes elegeram como vilão aquele que havia sido alçado à condição de herói no domingo: o juiz Sérgio Moro, atacado pelo público e principalmente nos discursos dos líderes petistas.
A diferença no tratamento aos políticos também chamou a atenção. Enquanto nomes como o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), foram vaiados no domingo e optaram por não discursar, ontem o público louvou Lula e fez de seu discurso o ponto alto do ato.
Quem foi à Paulista ontem encontrou ainda trilha sonora radicalmente diferente. No domingo, o grande hit dos DJs foi a música “Que país é este?”, do Legião Urbana. Já os apoiadores do governo viram uma apresentação ao vivo do cantor Chico Cesar, que executou, entre outros, a música ícone da canção de protesto dos anos 1960: “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré.
No Rio de Janeiro, não houve uma divulgação oficial do número de manifestantes pela Polícia Militar. Ontem, porém, o Centro de Operações Rio, da prefeitura, estimou o público na Praça XV, em 70 mil.
Em Recife, o senador Humberto Costa (PT) participou do ato pró-governo.
— O povo brasileiro não foge à luta. Se eles acham que vão derrubar Dilma, estão muito enganados — afirmou ele, no ato que reuniu 15 mil pessoas. No domingo, foram 120 mil manifestantes.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/brasil/mobilizacao-antigoverno-foi-13-vezes-maior-que-de-ontem-18916118.html#ixzz43MPkHdSU

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Janaína Paschoal disse: " Se essa dupla acontecer será pra revolucionar o país" na chapa com Bolsonaro

Disse janaína à rádio Eldorado, sobre a possibilidade de ser vice na chapa de Jair Bolsonaero.

E mais: "Se essa dupla não consegue mudar o Brasil, ninguém consegue. São duas pessoas de personalidade muito forte. Não conheço ninguém que ame mais o Brasil do que eu. Para o país , seria algo significativo."
Sequer conhece o Bolsonaro pessoalmente.

Segundo o Antagonista a decisão de topar ou não a vaga- se o convite acontecer de fato- é "séria demais" e demandaria "um longo diálogo com o candidato".
(Convite aceito)

Advogado desiste de defender Lula

Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e um dos principais advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sepúlveda Pertence enviou uma carta ao petista, na sexta-feira passada, em que comunicou sua intenção de deixar a banca de defesa “com pesar”. Segundo dirigentes do PT, Pertence deixou claro que as divergências com outros advogados da causa motivaram a decisão. O manuscrito foi levado a Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, pelo filho de Pertence, Evandro.
Na quarta-feira, o advogado Sigmaringa Seixas se encontrou com Lula em Curitiba para falar que Pertence queria deixar a sua defesa. O ex-presidente foi reticente e disse que não aceitaria que o ex-ministro, seu amigo há 40 anos, saísse da causa.
Na sexta-feira, ao receber a carta de Evandro, Lula repetiu que era contra a renúncia de Pertence e não quis ler o documento, que ficou com ele. O petista e seu advogado devem conversar pessoalmente nos próximos dias para definirem se o medalhão permanecerá ou não na banc…

Com o bolso cheio e a moral esfacelada, Sepúlveda deixa a defesa de Lula

Lula não aceita e chamou Sepúlveda para conversar em Curitiba.
É oficial. O ex-ministro Sepúlveda Pertence não faz mais parte da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em carta, ele anunciou ‘com pesar’ sua intenção de deixar a banca de defesa. A missiva de Sepúlveda foi entregue ao presidiário por seu filho Evandro Pertence. O ex-ministro encerra assim um dos episódios mais tristes e vergonhosos de sua carreira. Sepúlveda enumera diversos episódios que teriam sido preponderantes para a sua decisão, mas o fato marcante foi sem dúvida a verdadeira humilhação a que foi submetido pelo advogado Cristiano Zanin. Segundo o jornal O Globo, Lula disse que não aceita a renúncia. Sepúlveda terá que comparecer a Curitiba para conversar com o petista. O encontro dever ocorrer no decorrer desta semana. Jornal da Cidade