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O Brasil de Lula e o Brasil que vai às ruas no dia 13


Na raiz do grande protesto que virá estão movimentos da sociedade civil, como o MBL e o Vem Pra Rua, que são, ainda hoje, o espírito desse novo momento da sociedade brasileira. De indignação, sim, mas também de esperança



Se você não vai, ela fica.

Uma frase deste colunista encerra a convocação que partidos de oposição fizeram para a manifestação do dia 13 de março em defesa do impeachment. Tem potencial para ser a maior da história do país.

Na raiz desse evento, e três outros houve no ano passado, estão movimentos da sociedade civil, como o MBL e o Vem Pra Rua, que são, ainda hoje, o espírito desse novo momento da sociedade brasileira. De indignação, sim, mas também de esperança.




Todos ouviram ontem, Brasil afora, o “aplausaço” ou “aplaudaço” em homenagem à Operação Lava Jato, que não se intimidou diante do “mito” Lula. Ainda que a condução coercitiva que não se realizou plenamente não tenha sido a decisão mais esperta, a manifestação de regozijo é também a expressão da indignação.

Aquele Lula que se expressava entre o mártir e o senhor da guerra nem parecia o chefão que comanda com mão de ferro um partido que se meteu em “tenebrosas transações”, para citar, de novo o petista Chico Buarque.

Embora fingisse falar ao Brasil, Lula sabia que estava se dirigindo ao que lhe resta de militância. Nessas horas, é preciso apelar aos soldados da fé.

O Brasil de verdade, o Brasil sem carteirinha, o Brasil sem canga, o Brasil sem chefe, é aquele que se manifestava nas ruas e nas janelas país afora e que, no dia 13, mais uma vez, vai dizer o que pensa. Em nome da paz. Em nome do progresso. Em nome da ordem. Em nome da democracia. Em nome da Constituição.

Eles, que vivem do trabalho alheio, querem confronto. Os que trabalhamos queremos paz.

Na sexta, mais uma vez, o mercado reagiu com otimismo. Estamos diante de uma rotina: sempre que um acontecimento aponta para a possibilidade do fim da era petista, a esperança se traduz em números.

O Brasil que Lula convocou nos dois palanques que lhe foram armados nesta sexta é o país da terra dos mortos, do atraso, da melancolia, dos estado-dependentes. O Brasil que vai às ruas no dia 13 é o país das mulheres e dos homens livres, que não temem as ameaças dos zumbis.

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