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Quem é Eva Chiavon, a ministra-tampão da Casa Civil

A cadeira de ministro da Casa Civil está vaga desde que o ministro do Supremo Gilmar Mendes suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira (18). Até que a situação se resolva, é a secretária-executiva Eva Maria Cella Dal Chiavon quem responde pelas atribuições do ministério, considerado o mais importante da Esplanada. A proximidade com a Presidência da República e o controle sobre todos os projetos de peso do governo federal fazem da Casa Civil um ministério estratégico e com muito poder político. Eva Chiavon está na Casa Civil desde outubro de 2015, mesmo mês em que Jaques Wagner assumiu o ministério com o compromisso de melhorar a articulação política do governo Dilma. Wagner cedeu seu lugar a Lula, mas o petista está impedido de assumir o cargo. O impasse jurídico não tem data para terminar e, por causa do feriado da Páscoa, o plenário do Supremo deve retomar o julgamento do caso apenas em abril. Por isso, parte da agenda da Casa Civil está sob responsabilidade de Eva Chiavon, que nesta terça-feira (22), por exemplo, recebeu ministros e se reuniu com secretários de outras pastas. A ela cabe a parte burocrática das atividades, enquanto a articulação política ainda fica a cargo de Jaques Wagner e, informalmente, do próprio Lula. Histórico de movimentos e de cargos políticos# A secretária-executiva da Casa Civil é enfermeira por formação, nascida em Coronel Freitas, em Santa Catarina. Em seu Estado natal foi dirigente do PT e desempenhou funções políticas e administrativas na prefeitura de Chapecó e participou de movimentos sociais, como o Movimento de Mulheres Agricultoras. Ela também atuou como assessora da CUT (Central Única dos Trabalhadores). O cargo de secretário-executivo é o segundo mais importante no organograma de um ministério.
 Eva Chiavon foi nomeada por Jaques Wagner, com quem já trabalhou em outras ocasiões. Ingresso na Esplanada foi em 2003 Foi ao lado de Jaques Wagner que Eva Chiavon passou a ocupar cargos mais altos. A relação entre eles começou ainda na década de 1990, quando Eva foi chefe de gabinete dele, então deputado federal. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, Jaques Wagner assumiu o Ministério do Trabalho e nomeou Eva como assessora especial e depois, no mesmo ano, como secretária-executiva.

 A partir daí, Eva ocupou cargos em outros ministérios, como a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Em 2007, ela deixou a Esplanada para ser a secretária da Casa Civil do governo da Bahia, na gestão de Jaques Wagner, eleito governador em 2006. Em 2011, ela voltou a Brasília novamente como secretária-executiva, mas dessa vez do Ministério do Planejamento, pasta então comandada por Miriam Belchior, responsável pelo acompanhamento das principais obras de infraestrutura do país. Em 2015, Eva voltou a trabalhar com Jaques Wagner, quando o petista assumiu o Ministério da Defesa, como secretária-geral. Ela deixou o cargo em outubro do mesmo ano, assim que ele foi nomeado para Casa Civil. Na Defesa, polêmica com militares# A curta passagem de Eva Chiavon pelo Ministério da Defesa, entre janeiro e outubro de 2015, deixou em seu currículo uma polêmica com representantes das Forças Armadas. Em setembro daquele ano, ela encaminhou o decreto 8.515 à presidente Dilma, que delegava ao ministro da Defesa competência para assinar atos relacionados à área militar, como transferências, promoções e nomeações. Para militares, o texto tirava poderes das Forças Armadas. O decreto, que estava na gaveta, foi encaminhado durante uma viagem internacional de Wagner, ampliou o desgaste de Dilma, já fustigada pelas crises política e econômica. Na volta ao Brasil, o então ministro precisou conter o descontentamento dos militares e uma errata foi publicada corrigindo o texto do decreto.

Comentários

Pb Fernando disse…
Mais uma PTralha comunista para tentar salvar esse governo vagabundo que já está praticamente morto. Na verdade Rô, o PT ainda não levou o tiro de misericórdia porque os brasileiros ainda não acordaram à ponto de perceber o grande mal que eles causaram a nação.

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