Subscribe:

21 de abril de 2016

Amado Batista: "mereci ser torturado na ditadura" Amado Batista diz que mereceu ser 'torturado" durante a ditadura militar. Músico afirmou em entrevista a jornalista Marília Gabriela que os militares estavam certos porque se não fizessem “aquilo”, o Brasil poderia ter se tornado uma Cuba

Em entrevista a jornalista Marília Gabriela, em seu programa De Frente com Gabí, o cantor Amado Batista disse sobre um dos momentos mais terríveis da história do Brasil, a ditadura militar, que “eu acho que eu mereci. Eu fiz coisas erradas, então eles me corrigiram, assim como uma mãe que corrige um filho”.
Na juventude, Amado Batista trabalhava numa livraria e com este emprego conheceu e facilitou o acesso de alguns escritores, jornalistas e intelectuais aos livros proibidos na época, geralmente de filosofia, política, entre outros. Por esta razão, foi preso pelos militares durante as investigações contra os intelectuais considerados subversivos no período de exceção. “Me bateram muito. Me deram choques elétricos, e ainda um dia me colocaram com uma cobra”, recordou.
O músico também recordou as inúmeras torturas psicológicas e ameaças de morte que sofreu naquele período. “Um dia me soltaram. Todo machucado. Fiquei tão atordoado que pensei em ser mendigo. Queria largar tudo. E virar andarilho”, falou. Quando respondeu a um questionamento sobre a Comissão Nacional da Verdade e se teria vontade em expor a verdade sobre sua história, ele disse que tudo que passou foi por merecimento.

Marília boquiaberta retrucou: “Que coisa errada você fez?”. Amado prontamente disse: “Eu acho que eu estava errado de estar contra o governo e ter acobertado pessoas que queriam tomar o país à força”, e acrescentou: “Fui torturado, mas merecia”. A repórter foi enfática: “Você passou para o lado de quem te torturou!”. O cantor tentou finalizar o assunto dizendo que era passado e que achou que os militares estavam certos, pois se eles não fizessem “aquilo” o Brasil poderia ter se tornado uma Cuba.
Gabí disse que entendia a posição do músico, mas contou que Amado recebe uma indenização pela tortura no tempo da Ditadura Militar, oferecido pela Comissão de Direitos Humanos e da Lei de Anistia e quis saber o valor do salário mensal. Amado resistiu um pouco, mas depois respondeu: “Eu recebo um salário de R$ 1 mil e pouco, todo mês desde algum tempo”, finalizou ele.
Sul21

VEJAM A ENTREVISTA:


4 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Acho que ele não fez nada grave que justificasse o tratamento desumano que recebeu do governo. Neste sentido, ele Zé auto-avalia mal. Tortura é algo injustificável e quanto à literatura na época tida por subversiva, entendo que a sociedade tem que ter acesso a todo e qualquer livro. Trata-se de proteger o direito de opinião e da livre manifestação do pensamento.

Entretanto, houve pessoas na esquerda que fizeram o diabo. Não foi o caso dele obviamente. E tais pessoas tinham que ser apenas presas. Mortas somente se fosse em combate.

disse...

Eles estavam com armas nas mãos. Não o Batista e por isso foi solto. Tortura foi o que fizeram em plena democracia que foi distorcer a história e usrem a cartilha comuna nas universidades contando uma nova história , uma história mentirosa jogando civis contra os militares. Tortura é ver jovens morrendo que somam um número muito maior dos que morreram na ditadura. Tortura são as pessoas morrendo em hospitais por descaso de um governo corrupto. Isso é tortura e golpe.

João Emiliano Martins Neto disse...

Rô, minha amada, o Amado matou a pau. É essa que é a minha opinião acerca da famigerada tortura e que já expus no blog do Pastor Renato Vargens, no seu blog e no meu (http://joaoemilianoneto.blogspot.com.br) a dita tortura foi a obra educativa do Governo Militar à época contra as crianças mimadas da elite - Karl Marx também era um homem da elite - que se envolveram na ideologia marxista. Crianças mimadas que se envolveram com o mal, porque vai ver que não foram educadas em casa ou muito mal em seus lares. Citei o exemplo para o Pastor Vargens do Rei Henrique II que humildemente e arrependido por haver matado o seu melhor amigo, o Arcebispo de Cantuária, Santo Tomás Becket, simplesmente Henrique II submeteu-se a ser açoitado em praça pública, bem à vista de seu próprio povo por haver cometido uma atrocidade contra quem torna-se-ia um santo, herói, mártir e padroeiro da Igreja. Penso como Amado e Sua Majestade Henrique II que aceitar a tal tortura e qualquer tipo de punição nesta vida e como católico acrescentaria, aceitar o purgatório na outea vida, é uma questão de profundo, sincero e real arrependimento, isto é, como o publicano Zaqueu querer reparar o mal cometido.

João Emiliano Martins Neto disse...

Rodrigo, leia ao menos o prefácio de "A Ideologia Alemã" de Karl Marx que você vai perceber ali o tipo de trapaça amoral que são capazes os comunistas. Dá vontade, sim, de "torturar" com umas belas tapas fulaninho que promove esse tipo de subliteratura, panfleto diário de organização criminosa.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...