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Dilma critica ministros do Supremo que disseram não haver golpe


Presidenta viajou a Nova York para participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris de Mudanças Climáticas (Foto: Ichiro Guerra/PR)

23 DE ABRIL DE 2016 8:06


A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta sexta-feira (22), em Nova York (EUA), as críticas feitas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ao uso do termo “golpe” para definir o processo de impeachment contra ela. Sem citar nomes, Dilma reprovou os ministros que se manifestaram sobre o tema depois da votação na Câmara que deu aval ao impeachment. São eles: Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antônio Dias Toffoli.

Para a presidenta, eles não deveriam emitir opinião, pois terão de se manifestar em provável recurso ao STF feito pelo governo. Questionada ao fim de uma entrevista coletiva na residência do embaixador do Brasil na ONU, Antonio Patriota, sobre o tema, ela respondeu: “Não é a opinião do Supremo. É a opinião de três ministros. São apenas três ministros, e são ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar”.

Na quarta-feira (20), Celso de Mello, ministro decano da Corte, disse que caracterizar o impeachment como golpe era um “gravíssimo equívoco”, uma vez que o processo era constitucional. Mendes e Toffoli fizeram declarações de teor parecido.

Mercosul

Dilma defendeu a aplicação da cláusula democrática do Mercosul ao Brasil, em reação ao que chamou de “golpe em curso” no País. Ela não questionou a legitimidade de convocação de eleições presidenciais antecipadas, uma saída já proposta por nomes do governo, mas ressaltou que no momento pretende se concentrar em sua defesa.

“Eu vou dizer o seguinte: está em curso no Brasil um golpe. Então eu gostaria que o Mercosul e a Unasul olhassem esse processo. A cláusula democrática do Mercosul implica uma avaliação da questão”, afirmou. Ela não quis dizer, porém, se o Brasil deveria ser suspenso, limitando-se a comentar que a questão deve ser objeto de “análise” do bloco.

A cláusula foi aplicada em 2012, quando o Mercosul suspendeu o Paraguai em retaliação ao processo que levou à destituição do então presidente Fernando Lugo, que para muitos foi vítima de um golpe. O país foi reintegrado ao bloco no ano seguinte. (Folhapress)

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