presidente Dilma Rousseff está sendo denunciada na Comissão Interamericana de Direitos Humanos nesta quinta-feira, 28. A denúncia foi realizada pelo 'Revoltados On Line', grupo que pede o impeachment da líder petista. Ao todo, o documento apresentado na entidade internacional tem 24 páginas e é encabeçada pela advogada Maristela Basso, como expressa uma reportagem do Estadão. De acordo com o texto, Rousseff teve uma conduta que violou os direitos humanos que são garantidos pela Constituição brasileira e também através de acordos internacionais, nos quais o Brasil também teria ratificado.
O texto diz ainda que a conduta da presidente atrapalha o país e o interesse nacional, promovendo uma drástica alteração (negativa) no quadro socioeconômico do território nacional. Isso gera, segundo a denúncia, consequências gravíssimas e indesejáveis. O documento pede ainda que Dilma seja condenar a cumprir o que prometeu em suas campanhas e também siga os preceitos dos direitos humanos. O Revoltados On Line solicita ainda que ela pague uma espécie de indenização pelos maus feitos, mas lembra que esse pagamento seria simbólico, pois seria impossível alguém pagar por consequências tão graves. 
Ao todo, são quatorze documentos que fazem parte do documento, os mais relevantes envolvem investigações da Lava Jato, que apura o desvio de verba da maior estatal brasileira, a Petrobrás, para ser usada em esquemas de corrupção. A apuração na Polícia Federal é encabeçada pelo juiz Sérgio Moro, que recebeu nessa semana uma homenagem nos Estados Unidos por ter sido escolhido uma das cem personalidades mais influentes do mundo pela revista 'Time'. O Estadão disse ter procurado o Palácio do Planalto através da Advocacia-Geral da União, mas que não obteve qualquer resposta a respeito da denúncia. 
Segundo o jornal O Globo, Senadores entregaram nesta quinta um documento que pede que Dilma renuncie o cargo para acelerar novas eleições no país, cujo eleito teria uma espécie de mandato tampão, de apenas dois anos. A presidente já havia dito em outras oportunidades que jamais renunciaria. A carta teve o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.