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17 de abril de 2016

Dilma e Lula se decepcionam com votos pró-impeachment



A presidente Dilma Rousseff assiste à votação na biblioteca do Palácio do Planalto. Ela está acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros e governadores petistas.
"Decepção", resumiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o voto favorável ao impeachment do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM). Para o governo, o parlamentar votou movido pela vingança por ter sido exonerado por Dilma em 2011.
As traições no PSD também frustraram a equipe da presidente, que culpou os presidentes nacionais do partido, Gilberto Kassab, e do PP, Ciro Nogueira, pela derrota. No Palácio da Alvorada, a presidente reagiu aos discursos de alguns parlamentares favoráveis ao impeachment. ""Como é que alguém consegue falar que quer acabar com a corrupção olhando para o Eduardo Cunha?", questionou.
No cafezinho do plenário, o clima entre petistas é de desânimo total. Parte deles já admite que a vitória é quase impossível.
A VOTAÇÃO
Câmara dos Deputados vota, neste momento, o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se ao menos 342 parlamentares, entre os 513 da Casa, votarem a favor, o processo seguirá seu rito.
Na primeira etapa do processo, que durou 43 horas, quase 120 deputados discursaram. A votação do impeachment no plenário seguirá a ordem Norte-Sul, alternada por Estados. Assim, o primeiro Estado a votar será Roraima e Alagoas, o último. Dentro dos Estados, a ordem de votação dos deputados será a alfabética.
Uma derrota na Câmara não leva imediatamente ao afastamento temporário de Dilma, pois os senadores precisariam referendar a decisão.
Em São Paulo, os defensores do impeachment se concentram na av. Paulista; os contrários, no vale do Anhangabaú. Em Brasília, uma barreira divide as duas torcidas na Esplanada.

Folha de S. Paulo

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