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Entidades chamam Moro de golpista e ameaçam invadir propriedades



Nesta sexta-feira, 1º de abril, a presidente da república Dilma Rousseff decidiu se reunir com representantes de entidades ditas pela luta social e pela reforma agrária. Uma delas, o Movimento dos Sem Terra (MST) estava presente. O evento aconteceu dentro do Palácio do Planalto, em Brasília, estando repleto de "camponeses". Nos discursos, o trabalho da polícia federal e do juiz Sérgio Moro foi criticado. Além disso, houve a ameaça de se invadir as propriedades de quem está apoiando o processo de impeachment da presidente. A fala, é claro, foi direcionada aos deputados, muitos deles, grandes latifundiários. 
A ameaça foi feita também se caso os projetos para regularizar assentamentos não avance no Congresso. Após as falas exaltadas, a presidente, que em eventos anteriores chegou a usar o boné do MST, assinou atos autorizando que áreas rurais sem regularizadas para o uso da reforma agrária. Essas áreas também poderia ser usadas para descendentes de escravos, através das comunidades quilombolas. No discurso das organizações sociais, os mais lembrados foram justamente os deputados ruralistas. 
Aristides Santos, secretário de finanças na Contag, disse que a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura vai ocupar as propriedades desses deputados no ambiente rural, mas também o gabinete desses parlamentares. Aristides disse que se os deputados incomodam o Supremo Tribunal Federal, eles também poderiam ser incomodados pelo "povo". " Vai ter reforma agrária, vai ter luta e não vai ter golpe", disse ele em tom incisivo, sendo acompanhado de outras centenas de camponeses, felizes por terem a autorização de Dilma para o uso de algumas terras. 
Já Alexandre Conceição, um dos líderes do MST, disse que o juiz Moro estava promovendo um golpe com a "caneta da maldade" e que estaria interessado no pior para os brasileiros. Eduardo Cunha foi chamado por Alexandre de "bandido". A imprensa também foi criticada pelo líder do movimento. Alexandre prometeu que lutaria até as últimas consequências pela presidente Dilma.

Comentários

Pb Fernando disse…
O Brasil está uma verdadeira zona... um bando de vagabundos apoiados por um governo vagabundo querendo impor terror a quem realmente está combatendo o crime.

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