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9 de abril de 2016

Impeachment: a diatribe desesperada dos “camaradas” Paulo Pimenta, Orlando Silva e Benedita da Silva

 

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É cada vez maior o desespero dos petistas e esquerdistas diante da possibilidade crescente de Dilma Rousseff ser apeada do poder no rastro do processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. Na sessão da Comissão Especial que discute nesta sexta-feira (8) – o falatório avançará pela madrugada de sábado – o relatório favorável à admissibilidade do pedido de impedimento da presidente da República, sobram discursos exaltados e recorrentes.
Deputado federal pelo Rio Grande do Sul, o petista Paulo Pimenta mostrou seu DNA durante discurso contra o impeachment. Recorreu a comparações com o passado, como se em julgamento estivesse uma parte pretérita da história política nacional. Como se os eventuais crimes cometidos por outros governantes representassem passe livre para Dilma fazer o mesmo. Pimenta ressuscitou o caso do corrupto José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, em ato falho que confirmou o fato de petistas terem se lambuzado no pote da corrupção.
Petistas têm uma inexplicável dependência da oposição, em especial de Fernando Henrique Cardoso, tucano que não tem a complacência deste portal. Todos os erros e crimes que carregam a marca indelével do PT precisam obrigatoriamente encontrar respaldo em transgressões adversárias. Se esse comportamento não for sinal de necessidade de um confortável divã psiquiátrico, por certo é reflexo imediato da derrota. O jogo ainda não acabou, sabem os leitores, mas é preciso reconhecer que tudo caminha na direção da saída de Dilma. Por isso é preciso tenacidade e firmeza na reta final, assim como no dia seguinte e os outros muitos que virão.
Paulo Pimenta encheu os pulmões para destilar as conquistas do PT ao longo desses treze corruptos anos, mas já não se lembra do escuso encontro que teve, em uma madrugada de 2005, com Marcos Valério na garagem do Senado Federal, horas antes de o caixa do Mensalão depor na CPMI dos Correios. Pimenta é simultaneamente teatral e dissimulado. Finge ser o mais aguerrido representante do povo, mas continua a ignorar o que fez em Santa Maria, um dia após a tragédia da boate Kiss. Na bela cidade gaúcha, ao lado da presidente Dilma Rousseff, Paulo Pimenta se emocionou. Ao mesmo tempo endossou as palavras da “companheira” Dilma, que naquele momento garantiu aos sobreviventes do incêndio medicamentos especiais para combater as consequências da fumaça no sistema respiratório. E esses sobreviventes da boate Kiss continuam esperando que Pimenta faça algo em favor deles.
Como é de se imaginar, a discussão na Comissão Especial de Impeachment não escaparia do peleguismo bandoleiro e da submissão vexatória. Nenhum político pode ser mais pelego e submisso do que Orlando Silva (PCdoB), baiano que precisou mudar o domicílio eleitoral para São Paulo para se eleger deputado federal. Após a fala da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO), que foi cumprimentada por um discurso forte e concatenado, Orlando Silva não se fez de rogado e partiu para a provocação. Em clara provocação à parlamentar tucana, o comunista disse que ao lado do plenário tinha “pão com mortadela” à disposição dos famintos. Isso porque Mariana Carvalho mencionou a iguaria que passou a representar os contrários ao impeachment, pois afinal é esse conhecido e popular sanduíche que o governo distribui à claque de aluguel nos dias de manifestação.
Se há alguém que não pode fazer comentário nesse sentido, Orlando Silva é o primeiro da fila. Para quem não se recorda, Orlando foi ministro do Esporte no governo do lobista-palestrante Lula e usou o cartão de crédito corporativo para pagar uma tapioca consumida em Brasília e que custou R$ 8. Em outro feito condenável, o então ministro usou o mesmo meio de pagamento oficial para se hospedar com a família no elegante e caro hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, com direito a levar a babá dos filhos. Ou seja, Orlando Silva está mais para “coxinha” do que para “pão com mortadela”.
Orlando Silva é um fanfarrão pronto para o servilismo barato. Fala em defesa da democracia como se um governo corrupto e incompetente fosse capaz de tal façanha. Seu partido defende aberta e irresponsavelmente ditaduras esquerdistas mundo afora, como a dos irmãos Raúl e Fidel Castro (Cuba), a de Nicolás Maduro (Venezuela) e a de Kim Jong-un (Coreia do Norte), mas Orlando Silva ousa em falar em defesa da democracia.
Para completar mais um trecho do que se apresenta como verdadeira ópera bufa, coube à deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defender a permanência da combalida Dilma no poder. Começando seu discurso com mansidão, Benedita encolerizou-se e disse ser “indigno e insuportável” ouvir que os petistas são “uma quadrilha”. Ora, se a ex-governadora do Rio de Janeiro, que já foi senadora, se incomoda com tal afirmação, que deixe o partido ou cobre responsabilidade dos companheiros saltimbancos que integram a legenda.
Benedita da Silva, conhecida no universo político como “Bené”, abusou da vitimziação e do dramalhão tupiniquim. Disse que é filha de empregada doméstica e que como qualquer brasileiro ajudou a construir o País. Mas não admite que o seu partido, o PT, destruiu o que ela garante ter colaborado para construir.
Disse Bené que suas mãos trazem as marcas de alguém que carregou panelas e equilibrou lata d’água na cabeça. O discurso da petista fluminense seguiu o roteiro golpista do PT, cujo objetivo é interferir e modificar o pensamento dos desavisados, ação típica de totalitaristas. Benedita pode dizer o que quiser, até porque o esforço dos brasileiros de bem têm garantido a democracia, mas o PT não pode querer outra rotulação, que não a de uma quadrilha de fazer inveja às organizações mafiosas, pois contra fatos não há argumentos.

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