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9 de abril de 2016

Impeachment: petistas protagonizam espetáculo vergonhoso na tentativa de defender Dilma


Chega a ser deprimente a postura dos petistas e aliados na defesa de Dilma Rousseff na Comissão Especial do Impeachment, instalada na Câmara dos Deputados. O sábado (9) estreava no calendário de 2016 quando deputados petistas saíram em defesa da presidente da República, que pode ser apeada do cargo por causa das “pedaladas fiscais”, crime que os “camaradas” preferem dizer que não existiu. Como contra fatos inexistem argumentos, a fala desses senhores é simplesmente inócua.
Deputado pelo PT do Piauí, Assis Carvalho deu um show de obediência. Mesmo com certa dificuldade para ler o discurso elaborado previamente sob as regras palacianas e do próprio partido, Carvalho abusou da mesmice ao falar em golpe e defesa da democracia. Em primeiro lugar é preciso lembrar a esse parlamentar, assim como a outros tantos, que o impeachment é legal e está previsto inclusive na Constituição de 1988. Portanto, não há golpe em curso no Brasil, mas apenas o estrito cumprimento do que determina a legislação vigente.
Em relação à defesa da democracia, o PT é o partido que menos condição tem para falar sobre o tema. Aliás, o PT é especialista em adular ditadores ao redor do planeta, como se esse modelo político fosse ideal. Os petistas, em conluio com representantes da esquerda verde-loura, apoiam figuras desqualificadas como Fidel Castro, Nicolás Maduro, Manuel Zelaya, Evo Morales e outros tantos delinquentes políticos que usam o populismo barato como arma de persuasão. Sendo assim, o PT não pode chamar para si o papel de defensor da democracia, pois essa é a única atitude que o partido não toma.
Reunindo os requisitos básicos para integrar a legenda que já foi acertadamente comparada a uma organização criminosa, Assis Carvalho foi além em seu palavrório de encomenda e disse que Dilma tem uma história limpa e honrada. Não é o que dizem os delatores da Operação Lava-Jato, que começam a escancarar com mais ímpeto os bastidores do maior esquema de corrupção de todos os tempos, o Petrolão. Para ser impoluto não basta ter passado ao largo da propina, mas é preciso impedir que a corrupção avance vorazmente sobre o Estado, a ponto de destruir o patrimônio público de forma estarrecedora. E Dilma manchou o currículo por ter sido conivente com a corrupção, ação criminosa que lhe garantiu apoio indiscriminado no Congresso.
Atuando como boneco de ventríloquo o petista piauiense repetiu aquilo que lhe disseram ser correto. Falou em golpe na maior parte dos quinze minutos de fama – e de fala – a que teve direito. Em determinado trecho, depois de falar em golpismo por parte da elite paulista e da imprensa, Assis Carvalho profetizou que “não há vida depois do golpe, apenas censura, pobreza e morte”. Como se a corrupção não fosse um golpe maior e covarde, que proporciona o que há de pior na vida dos cidadãos.
De fala padronizada e estridente, como nove entre dez camaradas, o deputado Zé Geraldo, do PT do Pará, disse logo de início que não esperava um relatório diferente, que não o apresentado pelo relator Jovair Arantes, que na opinião dos petistas foi o “ghost writer” de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Até antes a data da aprovação do pedido de impeachment, o palácio do Planalto tentava fazer um acordo com Cunha para evitar desgaste político para a presidente Dilma. Como a tentativa de negociação acabou vazando, o governo passou a negar o fato. Ou seja, Cunha, que não é a versão terrena de um querubim barroco, retomou a sua porção de adversário primeiro de Dilma.
Repetindo a estratégia adotada por Dilma Rousseff, que não se cansa de falar em golpe e de condenar as escutas telefônicas em que foi flagrada em diálogos nada republicanos com o lobista-palestrante Lula, Zé Geraldo desfiou todas as conquistas (sic) da era petista, ignorando a realidade e desdenhando a capacidade de raciocínio da população. Em nenhum momento o deputado paraense mencionou os escândalos de corrupção protagonizados pelos companheiros de legenda, alguns dos quais presos na esteira da Operação Lava-Jato. Limitou-se a dizer, então, quiseram prender os petistas.
O Brasil ainda é uma democracia, graças ao esforço dos brasileiros de bem, e por isso não se aceita a prisão de uma pessoa apenas porque alguém assim deseja. É preciso ter respaldo legal e provas suficientes para a decretação da prisão de um cidadão. Valer-se da vitimização é prática comum no PT, que insiste em fazer comparações esdrúxulas e descabidas como “nós contra eles”, “elite versus pobres”. Adotam o discurso rasteiro e criminoso de que um novo governo acabará com os programas sociais, que ceifará os direitos dos trabalhadores e outras mentiras mais.
Esses discursos eivados pela mitomania refletem o grau do desespero que toma conta do Palácio do Planalto e do Partido dos Trabalhadores diante da possibilidade crescente de Dilma Rousseff perder o cargo, pois o poder perdeu há mais tempo. Em jogo agora está não a permanência de Dilma na Presidência, mas a garantia de que o projeto criminoso de poder não será interrompido e de que o PT não será varrido do mapa político nacional.
Para finalizar mais um capítulo do teatro mambembe que os esquerdistas levaram a Comissão do Impeachment, coube ao deputado Vicente Cândido, do PT de São Paulo, posicionar-se contra o impedimento de Dilma, não sem antes falar em defender a classe pobre do País. O PT arruinou a economia e empurrou dezenas de milhões de brasileiros na vala da crise, mas agora fala em defender os mais necessitados. Trata-se de mais uma aberração discursiva dos companheiros, que não aceitam o contraditório e repudiam aqueles que cumprem a lei.
Vicente Cândido é de tão abusado, que afirmou estar o PT pronto para, no momento em que o Congresso assim quiser, votar a reforma política, evitando a interferência do poder econômico no processo eleitoral. Ora, o PT montou um esquema criminoso de corrupção com o objetivo de ter exclusividade no acesso ao financiamento privado de campanha, mas Vicente Cândido tenta vender a imagem de “bom moço”.
Se alguns brasileiros ainda tinham dúvidas a respeito da necessidade de se decretar o fim do governo mais corrupto da história nacional, a longeva sessão da Comissão do Impeachment tratou de esclarecê-las.

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