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25 de abril de 2016

Justiça condena patrões evangélicos a indenizarem funcionário gay que era obrigado a ir a cultos


Por: Tiago Chagas via Gospel Mais

Uma empresa foi condenada a indenizar um ex-funcionário homossexual após seus proprietários o terem obrigado a frequentar cultos e se submeter a reuniões para “tratar” sua orientação sexual.
O caso foi registrado em Florianópolis (SC), e a 7ª Vara do Trabalho da cidade decidiu que a indenização a ser paga deve ser de R$ 25 mil.
De acordo com informações do site Consultor Jurídico, a empresa condenada atua na promoção de eventos, e o empregado que moveu o processo havia trabalhado para ela por dois anos.
Em dado momento, o funcionário deixou de acompanhar os patrões aos cultos e passou a ser convocado para sessões com os patrões e um pastor com o propósito de levá-lo a abandonar a homossexualidade e voltar a frequentar os cultos.
Além de ouvir sermões, o ex-funcionário afirmou que chegou a ser tratado como “pessoa inconstante”, “sem caráter” e “ladrão”, e posteriormente foi demitido e despejado da casa que alugava, nas dependências da empresa.
Nessas circunstâncias, o ex-funcionário foi à Justiça e denunciou o tratamento que vinha recebendo da empresa.
Durante as audiências, a empresa não enviou representante e o juiz Carlos Alberto Pereira de Castro emitiu a sentença à revelia, por entender que o empregador não poderia ter condicionado a manutenção do contrato de trabalho à conversão do funcionário ou expô-lo a constrangimento. “Trata-se de procedimento vexatório, que excede o limite de cobrança e gerenciamento, transformando-se em violação à intimidade e dignidade do empregado”, resumiu, considerando a dispensa discriminatória.
Castro entendeu também que a empresa reteve bens do ex-funcionário de maneira ilegal, e determinou que fosse feita uma restituição de R$ 9,3 mil. Dentre os itens, estão cama, fogão, geladeira e sofá, que o demitido foi impedido de retirar do imóvel quando despejado.
MEU COMENTÁRIO: Rô Moreira
Concordo com a sentença do Juiz em toda sua plenitude pois, os pastores exacerbaram na sua função de empregador misturando a condição empregatícia com a eclesiástica. Não precisavam passar por isso, bastava  separar as coisas ou contratar um crente pra trabalhar. E o que corrobora com a decisão do juiz é mais grave ainda, o que corrobora com a decisão do Magistrado foi a falta nas audiências mostrando que o empregado tem razão no processo. 
Não cabe nem recorrer,caso recorram na segunda instância só aumentará o prejuízo já tomado. 



2 comentários:

João Emiliano Martins Neto disse...

Fico feliz de ainda haverem cristãos com alguma coragem como esses patrões em um país dominado por bispos católicos ligados à teologia da libertação e que fundaram o PT, mas não adianta pressionar e a força querer converter um homosexual, porque eu mesmo que sou ex-gay, sei o quanto foi um longo e complicado processo de libertação das idéias malucas o meu afastamento do homossexualismo.

João Emiliano Martins Neto disse...

Rô, você que é psicóloga, explique para mim algo, é o seguinte, segundo o "Dicionário Oxford de Filosofia" do filósofo britânico, Simon Blackburn, no verbete "alucinação", ele diz lá que a alucinação consiste em não ter um conhecimento apropriado acerca de alguma coisa. Ora, o homossexual parece não saber o que é próprio de si mesmo, já que parece viver em um mundo que funciona ao contrário, isto é, as avessas por ele ser invertido, já que gosta de gente do mesmo sexo. Nesse sentido, a homossexualidade não seria uma doença, um tipo de loucura, pois parece se aproximar da alucinação?

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