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18 de abril de 2016

PDT inicia processo de expulsão de deputados que votaram pelo impeachment

Decisão foi tomada hoje pela cúpula do partido e segue ao conselho de ética da legenda


Reunião do Diretório Nacional do PDT com a presença do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes e do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, em Brasília (DF) - 21/01/2016(Pedro Ladeira/Folhapress)
O PDT iniciou hoje o processo de expulsão dos seis deputados que contrariaram a orientação do partido e votaram pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada em reunião da comissão permanente da sigla, na manhã desta segunda-feira em Brasília. Da bancada de 19 deputados, Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão optaram pelo "sim" à admissibilidade do processo contra a petista, que foi aprovado ontem na Câmara e agora segue ao Senado.

A comissão de ética do partido encaminhará os processos de expulsão "garantindo a todos o amplo direito de defesa" e produzirá um parecer a ser submetido ao Diretório Nacional do legenda no Rio de Janeiro, no dia 30 de maio, quando as expulsões podem ser consumadas. Nos dias que antecederam a votação na Câmara, o líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (MA), admitia apenas as defecções de Giovanni Cherini e Flávia Morais.

De acordo com definição da cúpula do partido dirigido pelo ex-ministro Carlos Lupi, haverá intervenção em diretórios estaduais em que os pedetistas infiéis são dirigentes. São os casos de Espírito Santo, cuja ala do PDT é comandada por Sérgio Vidigal, e Goiás, dirigida por Georges Morais, marido de Flávia Morais. Também serão destituídas as comissões provisórias da legenda em Minas Gerais, comandada por Margio Heringer, e a do Amazonas, presidida por Hissa Abrahão.

O PDT se manifestou contra o impeachment de Dilma Rousseff em três ocasiões, a primeira em dezembro, quando a decisão foi tomada, depois em meados de janeiro, e a última vez na sexta-feira passada, quando a sigla fechou questão na votação do impedimento da presidente na Câmara, o que implicaria punições em caso de descumprimento da orientação.

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