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24 de maio de 2016

Ana Hickmann está viva , graças a coragem e a virilidade de um homem que reagiu.

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“Nunca reaja”, dizem os pacifistas que mais parecem amigos dos bandidos. Até mesmo especialistas em segurança e policiais, às vezes, embarcam nessa. A cultura do ‘nunca reagir’ está espalhada pelo país, tomou conta de todos. Mas é a cultura da covardia, da negligência, que serve apenas para intensificar a ousadia dos marginais, como o especialista em segurança pública, Bene Barbosa, não cansa de dizer.
O caso da tentativa de assassinato da modelo Ana Hickmann mostrou que não é bem assim. Se ela está viva hoje, isso se deve ao fato de que seu cunhado reagiu, partiu para a cima do maluco que certamente iria matá-la e a todos no recinto.
Flavio Morgenstern escreveu verdadeiro tratado filosófico tendo como base o ocorrido. Recomendo a todos os interessados em mais profundidade a leitura na íntegra, pois versa sobre o mal, sobre as ideologias que o justificam ou alimentam, sobre a cultura da covardia e sobre a necessidade da virilidade, da Fortaleza. Após o longo arrazoado, ele conclui:
Ana Hickmann teve sua vida salva graças ao contrário do que prega toda a nossa sociedade, de cabo a rabo. Tudo aquilo que é chamado de atrasado, ultrapassado, opressor e, claro, “intolerante” e “fascista” foi o que garantiu que ela hoje respirasse.
Raríssimos são os que têm coragem de falar abertamente em masculinidade hoje (como o blog The Art Of Manliness), já que a pecha de “machista” é imediata e sempre aceita, como se o cavalheirismo e a proteção fossem o mesmo que espancar a mulher, os filhos, os gays e qualquer pessoa frágil, e não justamente o contrário. Explicar que apenas se defende a força como necessária para a proteção da maioria é um dos tabus supremos da modernidade. Uma rápida visita pelas palavras de G. K. Chesterton e tantos outros aristocratas ingleses, com sua doçura, rigor e asseio tão masculinos, mostraria outro mundo a quem crê nas ideologias contemporâneas.
Não é preciso concordar com visões de mundo religiosas e nem tampouco considerar aqueles que preferem um modo de vida com muito maior fragilidade como cidadãos menores (o que todos nós somos em alguma, ou várias, medidas), mas de entender por que visões de mundo que soam tão ásperas aos ouvidos da modernidade ainda têm sua importância e poderiam muito bem dialogar com quem se julga” racional”.
Ana Hickmann está aí, literalmente, para provar a importância da masculinidade e da Fortaleza que leva até o auto-sacrifício.
Outro dia, em conversa com amigos, surgiu o seguinte dilema: e se um brutamontes resolver mexer com sua mulher, o que fazer? A resposta, claro, passa pela definição de “mexer”. Palavras? Olhares? Isso é uma coisa, e o melhor talvez seja ir embora dali. Mas e se mexer significar meter a mão na bunda dela na sua frente? Existe um limite que, se ultrapassado, não deixa alternativa além de reagir. Mesmo que isso signifique um grande sacrifício para o indivíduo, um nariz quebrado, uma internação hospitalar.
A alternativa é humilhante demais, degradante demais, e fere de morte aquilo que entendemos como masculinidade. Infelizmente, o conceito anda “ultrapassado”, obsoleto, e alguns presentes disseram que não importa o ato praticado pelo brutamontes, o certo, o racional, é partir e evitar a dor. Evita-se a dor física, talvez, mas e a dor da alma? E a perda da admiração da mulher?


Rodrigo Constantino

1 comentários:

Elton Sipião o Anjo das Letras disse...

Concordo que a Ana Hickmann e a sua cunhada a Giovana; foram salvas pela coragem e virilidade do Gustavo, sócio e também cunhado de Hickmann e casado com a mesma Giovana.

Mas, e se o desfecho tivesse sido outro? E se mesmo ele – (Gustavo)- tendo reagido, tivesse perdido na luta corporal para o bandido, sendo depois morto pelo mesmo o que acarretaria irremediavelmente nas subsequentes mortes de Ana Hickmann e da Giovana?

Hipoteticamente, se o que eu citei nestas minhas duas perguntas feitas acima tivesse ocorrido; alguém aqui estaria elogiando o comportamento de reação do Gustavo? Ou o discurso seria outro, de que foi um erro do mesmo ter tomado a decisão de reagir? Tudo neste sentido pode ser questionável.

Primeiro, eu também acho que Gustavo tomou a decisão certa em reagir, mas, o mais acertado nesta decisão foi que ele o fez na “hora certa”, onde de alguma forma o atirador se distraiu, dando-lhe a possibilidade impar de partir para cima dele e desarmá-lo!

Em sua entrevista a Rede Record, Hickmann diz que depois de ter ouvido um monte de impropérios por parte do seu fã psicopata e, quando esta o viu apontando veementemente a arma para a sua cabeça, ela desmaiou no colo de Giovana, pois, os três, Ana, Giovana e Gustavo, estavam sentados lado a lado em um sofá, todos eles foram obrigados a ficar de costas para o seu interlocutor criminoso. Então, foi quando o fã psicopata se projeta a frente, na direção de Hickmann e dispara dois tiros, é neste momento que Gustavo resolve reagir e se atira em cima do atirador começando ali uma luta corporal onde felizmente este se saiu vencedor.

O que desejo enfatizar aqui é que Gustavo a todo o momento se manteve tranquilo o quanto pode e só reagiu quando já não podia fazer mais nada a não ser o de partir para cima daquele que tentava atentar contra a vida de sua cunhada como também o da sua esposa e da dele mesmo. E foi esta reação no momento e na hora certa que salvou as suas preciosas vidas, no entanto, se este tivesse sido precipitado, com certeza teria colocado tudo a perder.

Então, quando alguém prega a “reação” perante a mira de um revólver carregado de balas tem que saber o que está se dizendo dentro deste seu discurso. Até porque os “discursos” mudam muito mediante os resultados finais dentro de um acontecimento desta envergadura.

Repito, eu no lugar do Gustavo teria feito o que ele fez sem por e sem tirar, mas, com certeza, o teria imitado também em aguardar o momento certo para fazê-lo. Fico feliz que este jovem cavalheiro teve a sabedoria e, sobretudo, a coragem de intervir quando a boa oportunidade a ele se apresentou.

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