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Com Serra, Itamaraty muda tom e rejeita críticas de bolivarianos

Pouco mais de 24 horas após a troca na chefia dos ministérios, o Itamaraty divulgou uma nota, na noite desta sexta-feira (13), em que rejeita "enfaticamente" a manifestação dos países que questionaram a legalidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff.


"O Ministério das Relações Exteriores rejeita enfaticamente as manifestações dos governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), que se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil", afirma a nota. "Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal."


Em uma segunda nota, a pasta fez críticas às manifestações da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que, afirma, "transmitem a interpretação absurda de que as liberdades democráticas (...) se encontrariam em perigo".


O tom dos comunicados marca uma mudança radical no estilo do Ministério das Relações Exteriores, que normalmente emite textos protocolares.


Nesta quinta (12), o senador José Serra foi empossado ministro das Relações Exteriores pelo presidente interino, Michel Temer. Serra substituiu Mauro Vieira, diplomata de carreira.
Ueslei Marcelino/Reuters
Senator Jose Serra attends a vote session on the impeachment of President Dilma Rousseff in Brasilia, Brazil, May 11, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino ORG XMIT: BSB253
José Serra durante discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff


Nas horas que se seguiram ao afastamento de Dilma, aprovado pelo Senado, diversos governos latino-americanos se posicionaram, sendo que aliados internacionais do PT chamaram o afastamento de golpe.


A Chancelaria da Venezuela disse se tratar "golpe parlamentar, articulado mediante farsas jurídicas das cúpulas oligárquicas e forças imperiais". Evo Morales, presidente da Bolívia, disse sentir a mesma indignação de Dilma "e de seu povo frente ao golpe congressual e judicial".


Cuba usou argumentos semelhantes ao governo petista. Pela imprensa local, o regime de Cuba considerou o afastamento "uma forma de usurpar o poder que não puderam ganhar na eleição".


O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, se disse indignado em uma mensagem a Dilma e ao ex-presidente Lula. A situação brasileira, afirmou Ortega, é um "drama, uma comédia, uma tragédia, uma confusão jurídica e política".


A posição do Equador foi menos extrema que a dos demais países. O governo de Rafael Correa fez referência à votação de Dilma e disse que contra ela "não pesa, até o momento, uma só acusação que a vincule com a punição de um delito comum".

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