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19 de maio de 2016

Com Temer, Santander melhora projeção do PIB e vê dólar a R$ 3,65

Equipe econômica tendo como prioridade o ajuste fiscal pode recuperar rapidamente a confiança do mercado


SÃO PAULO – O departamento de economia Santander revisou as estimativas macroeconômicas para o Brasil após o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a posse interina de Michel Temer, que trouxe uma nova equipe econômica. Com isso, o banco espera por um ciclo de relativo otimismo e consequente valorização de ativos brasileiros.
Levando em conta que a nova equipe econômica do governo terá o ajuste fiscal como prioridade, além de nomes fortes na articulação política, contando com grande base de apoio no Congresso, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) foi elevada de crescimento de 1,2% para 2% em 2017. Para o câmbio, a projeção para 2016 foi revisada de R$ 4,20/US$ para R$ 3,65/US$.
O Santander também vê o Risco Brasil (CDS - Credit Default Swap) convergindo em torno de 275 pontos em um espaço de cinco anos, taxa Selic em 10% para o fim de 2017 e redução da inflação. O CDS é um instrumento usado pelos investidores para protegerem suas aplicações do risco de calote de títulos de uma empresa ou de governos. Quanto maior o seu preço, maior o risco de crédito. Atualmente, o CDS brasileiro se encontra na faixa de 350 pontos.
Ajuste fiscal
“Acreditamos que a nova equipe apresentará medidas compatíveis com um ajuste fiscal de 3% do PIB para 2017-2018, o que aumentará substancialmente as chances de estabilização da dívida pública após as eleições de 2018”, diz o relatório.
O Santander acredita que é possível apresentar um plano de ajuste fiscal de 3% do PIB, mesmo que ele seja feito por meio do aumento dos impostos, sem considerar a volta da CPMF.
“A reintrodução da CPMF a uma alíquota de 0,38% poderia gerar receitas da ordem de 1,5%. Não nos parece que será uma medida prioritária, mas é uma possibilidade que não pode ser descartada”, afirma o relatório assinado por Maurício Molan.
Riscos
Em meio às boas expectativas, o Santander lembra alguns riscos políticos que podem afetar diretamente a economia.
O relatório ressalta que a agenda do Congresso será dominada por outros temas como o julgamento do impeachment no Senado, a definição da presidência da Câmara dos Deputados e as eleições municipais em outubro.
Além disso, o clima político se mantém tenso e repleto de incertezas devido à evolução da Operação Lava Jato.
O Financista

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