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25 de maio de 2016

Mulher do senador Telmário Mota é levada para a Cadeia Feminina de RR


Suzete Oliveira se entregou na sede da PF na manhã desta quarta (25). Ela teve a prisão decretada por envolvimento no 'escândalo dos gafanhotos'.
25/05/2016 12h56 - Atualizado em 25/05/2016 13h04
Do G1 RR
Suzete Mota (Foto: Emily Costa/ G1 RR)Suzete Mota se entregou à PF na manhã desta
quarta (25) (Foto: Emily Costa/ G1 RR)
A médica Suzete Oliveira, mulher do senador de Roraima Telmário Mota (PDT), foi levada no fim da manhã desta quarta-feira (25) para a Cadeia Pública Feminina, na zona Rural de Boa Vista. Ela se entregou na sede da Polícia Federal por volta das 10h desta quarta acompanhada do marido.
Conforme a Polícia Federal, Suzete foi levada à Cadeia Pública "para cumprimento de pena, à disposição da Justiça Federal em Roraima".  Suzete já foi condenada em segunda instância a seis anos e oito meses de prisão por envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas conhecido como 'escândalo dos gafanhotos'.
Ainda segundo a Polícia Federal, Suzete era considerada foragida há cinco dias. "Ela estava sendo procurada pela Polícia Federal em seus endereços e locais de trabalho, inclusive em fazenda na região do Murupu", detalhou a PF em nota.
A médica teve a prisão decretada na sexta-feira (20), após ter um após ter um pedido de habeas corpus negado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
Segundo o Ministério Público Federal em Roraima (MPF/RR), o pedido de prisão se baseou na mudança de entendimento do TRF1 que passou a entender que cabe ao juiz federal de primeira instância a competência para determinar a execução provisória da pena daquelas pessoas que já possuem condenação em segunda instância, que era o caso de Suzete.
'Prisão política', diz Telmário Mota
Em entrevista ao G1 na sede da PF emBoa Vista, o senador Telmário Mota reafirmou que não se envolve em assuntos relacionados ao trabalho da mulher, mas garantiu que a defesa já recorreu do mandado de prisão.
"Para não criar nenhum constrangimento e também por respeito à Polícia Federal, os advogados entenderam que seria muito melhor ela [Suzete] se apresentar e esperar a resposta dos habeas corpus que foram impetrados", declarou Mota, acrescentando que a prisão da mulher "não foi jurídica, mas política".
Suzete foi condenada a seis anos e oito meses de prisão por envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas conhecido como 'escândalo dos gafanhotos'.
Segundo a PF, a médica Suzete Oliveira é considerada foragida (Foto: Reprodução/Instagram/@suzetemota)Segundo a PF, a médica Suzete Oliveira era
considerada foragida há cinco dias
(Foto: Reprodução/Instagram/@suzetemota)
obre a mulher ter ficado cinco dias foragida, o senador afirmou que ela só se apresentou nesta quarta porque os advogados consideraram arbitrária o pedido de prisão.
"Quiseram criar um constrangimento. Mas agora, ela está tranquila e vai esclarecer tudo o que houve". O senador afirmou que não soube onde ela ficou durante os cinco dias em que esteve foragida. "Eu estava em Brasília", declarou.
A mulher do senador teve a prisão decretada pela 2ª Vara da Justiça Federal em Roraima a pedido do Ministério Público Federal (MPF), após ela ter um pedido de habeas corpus negado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
Junto com o mandado de Suzete foram expedidos mais seis determinações. Os acusados foram presos no último dia 20.
O ex-governador Neudo Campos (PP) e marido da govenadora do estado Suely Campos, apontado pela Polícia Federal como o líder do esquema de desvio de verbas, também teve a prisão decretada. Ele se entregou à Polícia Federal na terça, após ficar cinco dias foragido.
'Escândalo dos Gafanhotos'
Segundo as investigações da operação Praga no Egito, no ano de 2002 foram desviados R$ 70 milhões oriundos de repasses de convênios da União ao estado de Roraima. O esquema gerou dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros.
A corrupção acontecia da seguinte forma: pessoas comuns eram aliciadas como 'gafanhotos', para que seus nomes fossem inseridos na folha de pagamento do DER ou do estado em troca de uma ajuda financeira irrisória. Em seguida, procuradores dos 'gafanhotos' sacavam os salários junto à empresa e entregavam o dinheiro a deputados ou conselheiros de contas beneficiados e designados pelo ex-governador.

G1

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