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O senador da república do PPS e ex-ministro da Educação de Lula Cristovam Buarque, foi hostilizado em uma livraria num Shopping em Brasília.



O ex-ministro da educação no governo Lula, Cristovam Buarque (PPS) era um que se dizia indeciso na votação do impeachment na Comissão do Senado hoje dia (6). Mas na verdade todo mundo sabia que ele daria seu voto contra a admissibilidade do processo do Senador Anastasia em favor do Governo nessa sexta -feira, mas depois que foi achincalhado e hostilizado no último sábado (30) teve que ouvir gritos de “traidor” e “o povo não aguenta mais o PT”, "Fascista" entre outros.

Os gritos aconteceram quando Buarque visitava uma livraria localizada dentro de um shopping em Brasília. O senador ainda tentou argumentar e defender a sua integridade como político e seu posicionamento no processo de impeachment, mas os manifestantes não quiseram ouvir seus argumentos e continuaram gritando até que Cristovam Buarque saísse as pressas da livraria. Ele ainda não havia se decidido sobre qual seria seu posicionamento sobre a votação do processo de impeachment, mas em declaração a jornal, Cristovam Buarque alertou:“Episódios como esse que passei acabam me empurrando na direção do voto favorável ao impeachment.

Aprovo a admissibilidade do processo, mas ainda estou indeciso sobre o mérito”.  Ele também afirmou que é a primeira vez que sofre com protestos em local público, mas que anteriormente já havia recebido ameaça de eleitores que afirmaram que “estavam de olho” nele caso votasse contra a presidente Dilma.

Pois bem, parece que a pressão do povo nas ruas e diretamente com parlamentares em locais públicos tem surtido efeito, pois o voto do Senador nesta sexta-feira (6) foi, SIM, em favor da admissibilidade do processo do Impeachment de Dilma.

Cristovam também afirmou que já dialogou com o vice-presidente Michel Temer sobre o aumento da “radicalização” das manifestações e que após o fim de toda essa crise política será necessário conversar com a população para que essas manifestações não aumentem e acabem resultando em algo pior. “Precisamos fazer uma campanha chamada ‘aperte a mão de seu adversário’. Porque começamos com gritos, passamos aos cuspes e daqui a pouco podemos passar as armas e não sabemos mais aonde a coisa irá parar”. Confira o vídeo dos protestos



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