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3 de maio de 2016

PGR pede arquivamento de processo para investigar Fernando Francischini



A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (2) o arquivamento de investigação da Operação Lava Jato contra o deputado federal Fernando Francischini (SD-PR). Ele era investigado por ter sido citado nadelação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido) como beneficiário de esquema de corrupção.

Segundo Delcídio, Francischini fazia parte de um grupo de parlamentares que pedia dinheiro para barrar requerimentos de convocação de empresários na CPMI da Petrobras. O delator relatou reuniões com empresários das quais Francischini participara.

De acordo com o senador, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro coordenou uma espécie de força-tarefa para blindar os empresários. Além dele, os delatores da Lava Jato Ricardo Pessoa e Júlio Camargo também foram citados por Delcídio como parte do grupo de empresários.

Porém, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Júlio Camargo afirmou que não tinha conhecimento do envolvimento de Francischini na cobrança de dinheiro dos empresários.

"Prevalece a máxima de que a mera referência a terceiros em conversa alheia desacompanhada de outros elementos de convicção e em aparente conflito com a versão dos colaboradores mencionados não autorizam a realização de investigação", afirmou Janot.

O deputado já havia negado as acusações. Afirma que o senador mentiu e que usou a delação para se vingar. (Veja a nota do deputado no fim da reportagem)
Em delação premiada, senador Delcídio do Amaral cita o deputado federal pelo Paraná Fernando Francischini (Foto: Reprodução)






Em oficio encaminhado a Rodrigo Janot, Francischini afirmou que o senador mentiu “escancaradamente” quando o mencionou.

O deputado ainda negou ter tido contato com investigados e declarou que apresentou inúmeras convocações e denúncias contra Delcídio e que o senador usou a delação para se vingar.tado foi 
ecretário no Paraná Francischini ficou no comando da Secretaria de Segurança Pública do Paraná por quatro meses.



Deputado encaminhou explicações ao procurador-geral da República (Foto: Reprodução)

Deputado encaminhou explicações ao procurador-geral da República (Foto: Reprodução)































 Ele saiu do governo Beto Richa (PSDB) em meio à crise envolvendo a Polícia Militar (PM) que entrou em confronto com os professores, deixando mais de 200 pessoas feridas em Curitiba no dia 29 de abril de 2015. De acordo com o governo estadual, Franscischini pediu demissão.

O governador do Paraná e outras cinco pessoas, entre elas Francischini, foram notificados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por atos de improbidade administrativa, devido ao confronto.


G1

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