Gleisi Hoffmann e Dilma Rousseff
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Nesta sexta-feira, 17, a Senadora Gleisi Hoffmann, eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) protagonizou cenas de gritos na reunião da Comissão do Senado que julga o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Ela queria que as oitivas fossem canceladas por falta de quórum. No entanto, no local existia um Senador a mais do que o mínimo necessário estabelecido pelo regulamento interno. Horas depois do momento confusão, Gleisi foi alvo de uma reportagem da revista Veja


Através do site da publicação, uma matéria traz uma estranha relação entre Dilma e Gleisi. A reportagem seria baseada na delação do ex-deputado federal Pedro Corrêa, preso desde o ano passado. Ele diz ter dado dinheiro de propina para a petista bancar sua campanha de eleição ao Senado. Dentre os motivos para a ajuda ilegal, estaria a vontade de Rousseff em ter a aliada do Paraná para defendê-la quando necessário. É isso o que temos visto. Ninguém pode reclamar da falta de garra de Hoffmann na hora de defender a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
Gleisi é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente ter recebido R$ 1 milhão do dinheiro desviado da maior estatal do país, a Petrobrás. Por ter foro privilegiado, a apuração que se refere à Lava Jato no caso de Hoffmann não pode ser gerida pelo juiz federal Sérgio Moro, mas apenas pela mais alta corte do país. A Senadora também é alvo do anexo 62 da delação premiada de Pedro Corrêa. De acordo com ele, no ano de 2010, o dinheiro de propina do Partido Progressista (PP), um dos três que teria se beneficiado com desvios do programa 'Minha Casa, Minha Vida', acabaram sendo enviados para ajudar a campanha da paranaense ao Senado. Esse dinheiro é proveniente de propina, ilegal e não teria sido declarado à justiça eleitoral. 
O dinheiro, segundo Pedro e outros delatores, como Alberto Yousseff, teria sido entregue para um colaborador da campanha da petista em um shopping de Curitiba. Tudo para agradar a presidente Dilma, que queria muito a paranaense como aliada. Gliesi nega que tenha recebido qualquer recurso ilegal.