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Seguido por agentes brasileiros, iraniano suspeito de terrorismo está desaparecido


Agentes da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tentam descobrir se um iraniano que vinha sendo monitorado desde o dia 15 deste mês, sob suspeita de cometer "atos preparatórios para o terrorismo", ainda está no Brasil.
Pouria Paykani, 27, foi visto pela última vez no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, na quarta-feira (20).
Contra ele há um mandado de prisão por desacato e a ordem de retirada do país em até 48 horas após ser detido, por determinação da juíza federal Caroline Scofield Amaral, da 5ª Vara Federal de Guarulhos (SP).
Pouria Paykani, 27, no aeroporto de Guarulhos (SP) em julho Crédito: Reprodução de vídeo/Divulgação ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Pouria Paykani no aeroporto de GuarulhosReprodução de vídeo
Procuradas, PF e Abin não comentaram o caso. Em nota, o Ministério Público Federal afirmou que "requereu a prisão para deportação do mencionado cidadão em virtude de sua situação irregular em território nacional".
O órgão não esclareceu qual é a irregularidade. Disse apenas que a prisão tem por base a lei 6.815/80 (Estatuto do Estrangeiro) e que se trata de "procedimento regular utilizado em casos de pessoas indocumentadas, sem visto ou residência no país".
Fontes da divisão anti-terrorismo da PF ouvidas pela Folha afirmaram que o iraniano é procurado por suspeita de terrorismo, mas não especificaram que "atos preparatórios" ele já teria feito.
Paykani vinha sendo seguido pela PF e pela Abin, mas os agentes perderam seu paradeiro. Uma foto do iraniano foi repassada a todos os aeroportos do Brasil e aos servidores que atuam no serviço de inteligência dos Jogos.
Ele entrou no Brasil em março, vindo do Uruguai, com um passaporte iraniano. Chamou a atenção da PF pela primeira vez em junho, ao ser visto fotografando o saguão de embarque do aeroporto de Guarulhos.
Por duas vezes, Paykani voltou ao local e fez novas fotos. Na última, foi interpelado por dois policiais e discutiu com um deles. Preso por desacato, foi logo liberado.]


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