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Sósia de Dilma em 2012, candidata mineira abre mão de semelhança


Carlos Eduardo Cherem
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Divulgação
    Margarida Salomão nas últimas eleições (2008 e 2012) e neste ano, na 3ª tentativa
    Margarida Salomão nas últimas eleições (2008 e 2012) e neste ano, na 3ª tentativa
Há quatro anos, quando a presidente Dilma Rousseff surfava em altos índices de popularidade, Margarida Salomão (PT-MG) disputou a Prefeitura de Juiz de Fora (273 km de Belo Horizonte) copiando o look da petista.
Em um cenário totalmente diferente, com Dilma cada vez mais perto de ser afastada definitivamente, Salomão, 66, vai novamente concorrer ao cargo, mas, desta vez, abriu mão de copiar a presidente. Nem convidar a colega de partido para participar de sua campanha ela convidou.
"Nosso foco nas eleições municipais de 2016 são as necessidades da população de Juiz de Fora", afirma Salomão, que foi derrotada no segundo turno nas últimas duas eleições, em 2008 e 2012. "A campanha será pautada para atender as necessidades de Juiz de Fora com foco no desenvolvimento saudável, sustentável e justo para todos".
Divulgação
Em 2012, Margarida Salomão mudou visual para ficar parecida com Dilma Rousseff
Em 2012, a estratégia de Salomão era bem diferente. Ela fez uma mudança radical em seu visual, adotando o corte e a cor dos cabelos iguais aos de Dilma, além de um figurino que incluía casaquinhos vermelhos e brincos e colares de pérolas brancas, também utilizados pela mandatária. Salomão acabou derrotada pelo atual prefeito Bruno Siqueira (PMDB), que tenta a reeleição.
Se há quatro anos, Salomão insistia na presença de Dilma e de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha, agora, a candidata diz que não fez convites a nenhum dos dois. Seu site oficial da candidata também não cita os dois presidentes de República eleitos por seu partido.
Apesar disso, indagada se buscaria ter a presença dos petistas, Salomão afirmou que "toda contribuição e apoio que a presidenta Dilma ou o ex-presidente Lula queiram dar para a campanha serão bem-vindos".
Sobre as críticas ao governo Dilma e ao PT, ela diz: "Responderemos oportunamente nossos adversários durante o período eleitoral".
Em 2012, além da semelhança visual, Salomão dizia que outros fatores a aproximavam da presidente. "Dilma foi a primeira mulher a ser eleita presidente da República e tenho a expectativa de me tornar a primeira mulher a ser eleita prefeita de Juiz de Fora", afirmou à época à reportagem do UOL.
Segundo a candidata, em 2012, uma sintonia ideológica e intelectual aproximava as duas. "Penso que isso se deve ao nosso legado geracional, por termos compartilhado as mesmas leituras, ter ouvido as mesmas músicas, assistidos aos mesmos festivais pela televisão", disse à época.
Na campanha deste ano, a candidata evita comentar semelhanças com a presidente afastada. "Tenho hábitos pessoais como qualquer pessoa, política ou não. Caminho muito pela cidade, visitando os bairros e ouvindo as pessoas", diz.

Partido do vice apoiou o impeachment

Em seu segundo mandato como deputada federal, Salomão votou contra o impeachment de Dilma na histórica sessão da Câmara dos Deputados e diz que o governo Temer "é ilegítimo".
 
Ela, porém, diz não ver incoerência em ter como candidato a vice na chapa o presidente municipal do Pros, vereador Chico Evangelista. Dos seis deputados federais da legenda, quatro votaram a favor da abertura do processo de impeachment e somente dois votaram contra.
"O líder do Pros se manifestou contra o golpe, e rachas em bancadas aconteceram em quase todos os partidos. Até mesmo no PMDB", afirma.

Salomão, ao contrário do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), diz que "golpe não é uma palavra forte porque descreve precisamente esse processo de impeachment".

Ela afirma que não houve crime algum cometido por Dilma que justifique o processo de impeachment. "Todo esse processo [do impeachment] é político e tem como objetivo desconstruir um legado de conquistas em diversas áreas, principalmente nas sociais", diz.

"A democracia foi extinta em nosso país", afirma a candidata.

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