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Técnico de atleta francês diz que Brasil é 'país bizarro' e jornal cita 'forças místicas do candomblé'



O técnico Philippe d'Encausse com Renaud Lavillenie
O técnico Philippe d'Encausse com Renaud Lavillenie Foto: FABRICE COFFRINI / AFP
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Não foi somente o francês Renaud Lavillenie que andou disparando declarações polêmicas, após sua derrota para o brasileiro Thiago Braz na disputa do salto com vara, na noite desta segunda-feira, no Estádio Olímpico.
Ao jornal francês "Le Monde", Philippe d'Encausse, técnico de Renaud, colocou em xeque o ouro de Thiago, com direito a questionamento levantado pela publicação sobre a competência do brasileiro ter sido influenciado por "forças místicas".
"O Brasil é um país bizarro", teria dito Philippe a um repórter do jornal francês. Neste momento de desabafo, o treinador talvez estivesse tomado "pof forças místicas do candomblé", diz Anthony Hernandez, jornalista do "Le Monde" que assina a reportagem sobre a derrota de Renaud.
Renaud Lavillenie é consolado pelo técnico após a derrota
Renaud Lavillenie é consolado pelo técnico após a derrota Foto: ADRIAN DENNIS / AFP
Renaud faz menção ao nazismo, mas recua
Medalha de prata na competição que consagrou Thiago Braz, o francês Renaud Lavillenie parece não ter digerido muito bem a derrota para o brasileiro na competição de salto com vara na Rio-2016.
Logo após a derrota, Renaud deu uma infeliz declaração à imprensa em que mencionou o regime nazista para criticar o comportamento da torcida brasileira e suas vaias.
— Em 1936, o público estava contra Jesse Owens. Não víamos algo assim desde então. Temos que lidar com isso - disse Lavillenie, referindo-se ao atleta negro americano vencedor dos 100 e 200m rasos e do revezamento 4x100m, além do salto em distância, nos Jogos de Berlim, sob o olhar de Hitler.
Renaud: derrota tirou sonho do bi olímpico do francês.
Renaud: derrota tirou sonho do bi olímpico do francês. Foto: Franck Fife / AFP
Posteriormente, mais calmo e com a cabeça fria, Renaud decidiu recuar de seu comentário inicial. Na coletiva de imprensa, o atleta reconheceu seu exagero ao comparar a torcida do Rio com a de Berlim na era nazista, mas manteve o teor crítico de sua fala.
— É a primeira vez que vejo esse tipo de público. Eu já competi em muitos, muitos campeonatos, em muitos países e é a primeira vez que todo mundo está não só contra mim, mas contra todos os saltadores, exceto o brasileiro. Isso (as vaias) são para o futebol, não pro atletismo. Não há respeito. Não há fair play. É uma vergonha! Se não temos respeito nas Olimpíadas, onde vamos ter? Foi uma péssima imagem para as Olimpíadas. Eu não fiz nada para os brasileiros. Estou muito, muito triste e desapontado com o público brasileiro que estava no estádio hoje — desabafou Renaud, que buscava o bi olímpico, após levar o ouro, há quatro anos, em Londres.
Atleta francês lamenta ao não conseguir superar salto do brasileiro.
Atleta francês lamenta ao não conseguir superar salto do brasileiro. Foto: Franck Fife / AFP


Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/rio-2016/tecnico-de-atleta-frances-diz-que-brasil-pais-bizarro-jornal-cita-forcas-misticas-do-candomble-19932512.html#ixzz4HWiLEKol

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