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8 de setembro de 2016

Decisão de Lewandowski "abre brecha" para Cunha pedir pena mais leve, diz presidente da Câmara

Maia disse que submeterá ao plenário a decisão de permitir ou não destaques à matéria
O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem "convicção" de que haverá quórum no plenário na próxima segunda (12), quando está marcada a sessão para votar a cassação de seu antecessor Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Maia acredita que a decisão do presidente do STF Ricardo Lewandowski durante o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado, de acatar destaque de petistas e permitir o fatiamento dos votos de cassação e perda de direitos políticos, "abre uma brecha" para aliados de Cunha. 

"Na hora em que ele (Lewandowskis) diz isso, que é uma proposição em que caberia destaque, em tese ele pode ter aberto a possibilidade de uma questão de ordem questionando isso na Câmara, e hoje não é possível", disse o presidente da Câmara em entrevista exclusiva à Jovem Pan. Ou seja, aliados devem propor como pena a Cunha "algo intermediário em relação à proposta do Conselho de Ética", cujo relatório pede a cassação do peemedebista.
Maia afirma que já tem analisado a questão, mas não decidirá sozinho se aceita ou não a possibilidade dos destaques. "Na hora eu vou devolver essa decisão para o plenário", antecipou.
Mesmo com a "brecha", Maia explica que os casos de Dilma Rousseff e Eduardo Cunha são distintos. "A Dilma separou as penas. Nesse caso não dá, é diferente", afirmou. O que os amigos de Cunha devem requisitar, aguarda Maia, é o "voto separado pela suspensão, não pela cassação. Esse é o debate que tem sido feito há alguns meses".
Ou seja, o deputado acusado de mentir à CPI na Petrobras quando disse que não tem contas no exterior pode ficar apenas suspenso por alguns meses da Câmara, mas sem perder seu mandato ou direitos, pena ainda mais leve que a de Dilma.
A sessão para definir o destino de Cunha está marcada para as 19h do dia 12, podendo adentrar a madrugada de terça-feira (13). A colunista Jovem Pan Vera Magalhães disse também que já há movimentação para remarcar a votação para a terça mesmo, caso o quórum de 400 deputados presentes não seja alcançado na segunda.

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