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30 de setembro de 2016

Eles fazem a cabeça dos jovens


Professores universitários de formação e intelectuais com respeitável currículo, Clóvis de Barros Filho, Leandro Karnal e Mário Sérgio Cortella se tornaram os maiores pensadores contemporâneos do Brasil, com uma legião de seguidores nas redes sociais e milhões de livros vendidos




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* Confira vídeos com os três pensadores no final da matéria

Eles têm um desafio complexo: transformar as ideias de Sócrates, 
Friedrich Nietzsche e William Shakespeare em pílulas de conhecimento
 para milhões. Essa é a missão que o professor Clóvis de Barros Filho,
 o historiador Leandro Karnal e o filósofo Mario Sergio Cortella têm 
cumprido com bom humor e ironia, despertando o interesse de
 pessoas em todo o País. Em projetos conjuntos, ou separados, 
eles lançam livros e lotam auditórios com palestras sobre ética, 
religiosidade, felicidade e morte. Atualmente, são os mais
 requisitados pensadores para democratizar o conhecimento 
filosófico, antes restrito a uma parcela da população e agora
 abordado com graça e ousadia até mesmo nas redes sociais.
 Cortella publicou mais de 30 livros e vendeu mais de um 
milhão de exemplares. Karnal é conhecido como “o pensador 
pop” e se reveza entre as aulas na Universidade Estadual de 
Campinas (Unicamp), entrevistas a programas de televisão e 
conversas com seus mais de 500 mil seguidores na internet. 
Barros Filho decidiu levar o conteúdo de ética que ministrava na
 Universidade de São Paulo a diferentes públicos em empresas de
 todo o País e do exterior. “Queremos abalar um pouco nossas 
certezas cristalizadas, balançar nossas estruturas para pensar 
sobre a vida”, diz Cortella. “As pessoas estão desejosas de 
compreenderem as coisas sem necessariamente serem adestradas 
em uma só direção.”
Mas o que os três pensadores têm em comum? Clóvis, Karnal e
 Cortella saíram das salas de aula das universidades para falar para
 públicos cada vez maiores sem a ajuda de grandes aparatos
 tecnológicos. A habilidade com a palavra e com os gestos os ajuda 
a traduzir a filosofia clássica para milhões de brasileiros e ainda 
passear por temas atuais como intolerância, corrupção, gestão 
do conhecimento e preconceito. Para se ter ideia do alcance desses 
escritores, Barros Filho e Karnal lançaram, em junho, o livro 
“Felicidade ou Morte” e três meses depois já ocupam o terceiro
 lugar entre os mais vendidos, com 6,8 mil exemplares. 
No Youtube, trechos em que os autores comentam a obra já 
alcançaram quase 300 mil visualizações. Há algumas semanas, 
Cortella, Karnal e outros filósofos lançaram o “Verdades e 
Mentiras: Ética e democracia no Brasil”, com o objetivo de debater
 a política e o papel do cidadão na sociedade. Com temas 
diversificados, os três filósofos percorrem o Brasil – e, às vezes,
 até em outros países – para dar conta de uma agenda de em 
média 20 a 30 palestras ao mês, centenas de entrevistas e 
participações em programas de televisão e a divulgação de lançamentos editoriais.
 Na esteira de tantas produções, o objetivo desses pensadores é estimular o público 
a pensar sobre questões da atualidade com independência.


“A iniciativa privada e o setor público

tambémdescobriram o poder de comunicação do trio”
As palestras, os vídeos e as obras de Clóvis, Karnal e Cortella vêm
encontrando cada  vez mais eco na sociedade. O público não se restringe 
somente aos universitários.
 Hoje, os três são convidados para falar a empresários de diversos
setores. Clóvis,  por exemplo, passou 11 anos se dividindo entre salas de aulas 
e conferências.  Agora, há mais de seis meses, começou a se dedicar somente às
 palestras, que chama de inspiracionais. “Talvez esteja faltando a busca pela 
compreensão da vida como ela é, no trabalho, no cotidiano e na esfera familiar”, 
diz ele que rejeita a alcunha de pensador 
e prefere se definir como alguém que faz e incita reflexões sobre o mundo
do trabalho. 
Não raro, Clóvis, Karnal e Cortella veem alguns de seus livros serem
chamados de  literatura de autoajuda. Isso ocorre porque, entre os temas que
 abordam, estão assuntos  relacionados ao indivíduo, como felicidade, medos,
 morte, religião, trabalho e liderança. Os três autores concordam que o nicho de
 autoajuda no Brasil pode ser renovado e é a  isso que se propõem. Para os
 filósofos, as pessoas precisam ser incentivadas a pensar sobre o mundo em que
 vivem. E é nesse gargalo editorial que o trio ganha força.
“Cada um faz, em média, mais de 300 palestras
 por ano”
ROTINAS ESPARTANAS
Leandro Karnal, 53 anos, é o mais pop entre os três. Mas está longe
de manter uma rotina de celebridade. Ele tem por hábito acordar às 4h30
 para ir à academia. Na sequência, já começa a se dedicar às aulas de história
 na Unicamp. Gaúcho nascido em 1963, na cidade de São Leopoldo, ele 
se mudou para a capital paulista aos 24 anos e concluiu  o curso de doutorado 
em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).
 Apesar de ter se tornado um especialista em religiões, ele transita bem
por diferentes áreas do conhecimento e se define apenas como um professor 
que ganhou mais alunos.“Não quero discípulos, quero ter gente que se inquiete 
comigo e pessoas pensem, formulem seus próprios conceitos e busquem 
embasamento para eles. ” São pensamentos como este que transformaram a 
admiração pelo pensador em uma espécie de “Karnalmania” e fazem mais 
de 500 mil pessoas pararem alguns  instantes para lerem seus textos nas 
redes sociais. Nascido em Ribeirão Preto, em São Paulo, o professor 
Clóvis de Barros Filho, 50 anos, vem falando sobre felicidade, confiança,
 motivação, ética e amor pelo trabalho a milhões de brasileiros.
 Em apenas alguns meses de dedicação exclusiva  às palestras, o professor e 
jornalista já é ouvido em países da América Latina e da  Europa. 
Em um de seus livros mais vendidos, “A vida que vale a pena ser vivida”, 
que alcançou a marca de 200 mil exemplares e mais de 300 mil
visualizações no  YouTube, Barros Filho reúne pensamentos sobre o 
sentido da existência. “A vida acontece de segunda a sexta, com angústias
 e alegrias. É preciso ocupar espaços em que nos alegremos”, afirma. 
Cada palestra de Barros Filho reúne, em  média, 500 pessoas, mas quando
 ocorrem em espaços abertos ao público esse número já chegou a 
três mil.
Paranaense de Londrina, Mario Sergio Cortella, 62 anos, divide seu
 tempo de um jeito metódico. Acorda todos os dias às 4h30 para escrever. 
Professor e educador  há mais de 30 anos, ele leva no bolso do paletó a 
agenda de compromissos do dia e da semana. Além das mais de 300 
palestras anuais, gosta de fazer churrasco para a família nas horas livres. 
Quem conversa com ele por alguns instantes, logo  percebe o prazer que
 sente em ajudar a formar opiniões. “Preciso fazer uma reflexão sobre a
 filosofia, sem banalizá-la. Isso exige de mim um esforço que muito me
 agrada.
” Com 19 anos, Cortella viveu a experiência de viver em um convento.
Na Ordem dos  Carmelitas Descalços, desenvolveu a disciplina que o rege 
até os dias de hoje. 
Aos 22 anos se tornou professor da Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo.
 Hoje, mais distante das salas de aula, revela que os dois temas
mais procurados em suas palestras são referentes à ética, no âmbito 
privado e na política. “As pessoas têm a necessidade de estar sempre de
 prontidão para uma formação e, especialmente, descobrir como lidar com 
cenários turbulentos”, diz ele. Um de seus recordes de audiência em 
público ocorreu neste ano, em Belo Horizonte, em Minas Gerais, quando 
uma palestra sobre felicidade reuniu cinco mil pessoas em um espaço para 
1,5 mil participantes. Com esse talento único, Cortella, Clóvis e 
Karnal estão reinventando a filosofia e levando uma legião de brasileiros a 
outro patamar de conhecimento.
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Mario Sergio Cortella à IstoÉ: “Ninguém em sã consciência 
seria feliz o tempo todo”

Leandro Karnal à IstoÉ: “Quando envelhecemos, criamos a sensação de
 que o passado era idealizado”

Clóvis de Barros Filho à IstoÉ: “A canalhice é uma tentação permanente”

IstoÉ

1 comentários:

Josué disse...

Bando de comunistas, isto sim. Esse Karnal então é uma fraude de terceira categoria.Charlatão pomposo, defensor da agenda comunista e do islamismo.

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