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24 de outubro de 2016

Freixo vai ao Maracanã e ouve apoio e gritos de 'Bolsonaro' de rubro-negros



Candidato a prefeito do Rio e rubro-negro, Marcelo Freixo resolveu testar sua popularidade junto à torcida do Flamengo com um ato de campanha no entorno do Maracanã na tarde deste domingo, horas antes do jogo entre o time carioca e o Corinthians. Recebeu gritos de apoio e pedidos para tirar foto, mas também xingamentos e provocações. Depois de cerca de 20 minutos de panfletagem nas proximidades da estátua do Bellini, o clima entre seus apoiadores que o acompanhavam em passeata desde a Tijuca e torcedores rubro-negros não simpatizantes à sua candidatura começou a esquentar excessivamente, e Freixo optou por ir embora - para alívio dos seguranças que o acompanham todos os dias desde que recebeu ameaças após presidir a CPI das Milícias.

 O entorno de um estádio de futebol em dia de casa cheia e jogo importante é um ambiente altamente inflamável, e Freixo chegou ao Maracanã a pouco menos de duas horas para a partida, no auge do movimento de rubro-negros. A passeata da campanha do PSOL havia começado na Praça Afonso Pena, na Tijuca, e foi ganhando adeptos no caminho até o Maracanã.

 Ao chegar ao estádio, a campanha provocou divisão na torcida rubro-negra, e por pouco não houve incidentes além das provocações e xingamentos. Numa época de baixa popularidade dos políticos em geral, uma passeata com várias bandeiras de partido não foi muito bem recebida por alguns torcedores, e muitos diziam "aqui não é lugar para isso" ao avistar a campanha. Os integrantes da passeata parodiavam músicas de arquibancada, como "Vamos virar, Freixo!", em referência à 
situação das pesquisas. Já perto da estátua do Bellini, receberam de muitos torcedores a resposta na mesma música, mas com um xingamento ao candidato.

 De camisa do Flamengo, Freixo posava para selfies e distribuía adesivos com muitos rubro-negros que o abordavam. Havia também, como sempre num estádio de futebol, os que aplaudiam ou criticavam por pura galhofa. Um rubro-negro chegou ao ponto de xingar a campanha do PSOL e em seguida, ao se aproximar e avistar o candidato, pedir uma foto com Freixo.

 Com o deputado federal Chico Alencar e os vereadores eleitos Renato Cinco e Marielle Franco, o grupo que veio da caminhada com Freixo concentrou-se próximo à estátua do Bellini. Com o passar dos minutos, a troca de provocações passou a ficar mais quente. Torcedores chamavam os simpatizantes de Freixo de "maconheiros", ou usavam palavrões, e outros devolviam com "coxinha". Por muito pouco, a troca de gentileza ficou restrita aos gritos, e não chegou à agressão física. A essa altura, os seguranças de Freixo já tinham passado da apreensão ao quase desespero, com o candidato exposto a qualquer torcedor mais exaltado. Depois de quase 20 minutos no entorno do estádio, ele entrou no carro e foi embora. 

 Os militantes da campanha também deixaram o Maracanã, num momento em que os rubro-negros contrários ao PSOL encontraram a provocação final: "Ah, é Bolsonaro!", "Ah, é Bolsonaro", muitos gritaram, exaltando a família carioca de políticos de direita que vive em guerra com Freixo e o PSOL. 

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