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11 de outubro de 2016

POR QUE O SOCIALISMO JAMAIS RESOLVERÁ A VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO?




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Por Rafael Hollanda, publicado pelo Instituto Liberal
Ontem, 10 de Outubro de 2016, cheguei da faculdade e encontrei minha mãe em polvorosa dentro de casa. “Um tiroteio, meu filho, um tiroteio”, dizia ela muito ansiosa. Vendo que um verdadeiro cenário de guerra se descortinava bem ao lado de minha casa, no Morro do Pavão-Pavãozinho, peguei um binóculo para ver de perto a situação. Havia um helicóptero da polícia militar com soldados que atiravam e jogavam granadas contra uma fenda existente no morro, onde alguns traficantes estavam escondidos e retribuíam os tiros.
A situação se agravou ainda mais quando dois dos traficantes foram mortos e um deles rolou morro abaixo. A partir desse momento, a violência se espalhou por Copacabana e Ipanema, bairros que cercam a favela. Traficantes armados jogavam coquetéis molotov na Polícia ao lado da estação General Osório do Metrô, bandidos desceram pelas ruas próximas ao morro em Copacabana e espalharam o Caos. O comércio local, amedrontado, fechou as portas e nenhum veículo subiu o Corte do Cantagalo, via que liga Lagoa e Copacabana – onde eu moro – por cerca de uma hora.
A violência é um problema gravíssimo que impede o Brasil de alcançar o patamar das nações desenvolvidas. Lamentavelmente ela tem sem mostrado contínua e incessante em nossas cidades. De 10 amigos que foram morar no exterior durante a era petista, 6 alegaram partir por conta da criminalidade. O desejo por andar nas ruas com tranquilidade, usar as roupas e os acessórios que bem entenderem, morar em edifícios e casas sem grades e criar os filhos em um ambiente pacífico falou mais alto para eles. Isso é tudo que a maioria de nós desejamos para nossas vidas, mas por que estamos tão longe de alcançar esse ideal?
Em relação ao Rio de Janeiro, isso não é difícil de ser identificado na história da cidade. O hábito de tratar marginais como se fossem “vítimas da sociedade” nasceu do olhar pseudo-humanista do secretariado de Leonel Brizola. Profundamente influenciados por um pensamento penal abolicionista de matriz filosóficamarcusiana efocaultiana, políticos do governo pedetista alinhados a tais pensamentos, passaram a olhar o bandido não como um sujeito que merece ser punido pelos crimes que cometeu contra a população ordeira e inocente, mas sim como alguém que deve ser poupado, ter os seus direitos assegurados e ser apenas reeducado. Nada mais utópico do que isso.
Na verdade esse modelo de segurança pública que acredita na revolução usando bandidos como “linha de frente” para promover a desintegração do modo de vida “burguês”, é o mesmo defendido pelo Governo Brizola e continua fazendo parte da política esquerdista influenciada pela Escola de Frankfurt. Os grupos que defendem os “direitos humanos” para bandidos ficaram tão poderosos que hoje são aqueles que advogam pela manutenção da maioridade penal aos 18 anos e contra a revogação do Estatuto do Desarmamento, impedindo que os cidadãos de bem possam exercer seu direito natural à autodefesa.
O Governo Brizola e seus sucessores causaram danos estruturais e psicológicos ao Rio de Janeiro por longos 40 anos. Nesse ínterim, quantas vidas não foram arruinadas por conta da violência? Quantos assassinos não ficaram impunes? A maioria desses mortos é pobre. A esquerda ajudou ou ajuda as famílias das vítimas ou dos assassinos?
Durante o governo Brizola, as autoridades tratavam os bandidos como “cidadãos” e a polícia era proibida de subir o morro para proteger os verdadeiros cidadãos: o Seu João e a Dona Maria, que acordavam as seis da manhã, criavam 4 filhos e tinha que pegar 3 conduções para chegar ao trabalho. É essa gente que ainda necessita da segurança pública, é essa gente que a esquerda diz defender, mas apenas os usa como massa de manobra.
Quantos trabalhadores e pais de família foram mortos naquele período e nos que sucederam a Era Brizola? A esquerda diz que defende os mais pobres, mas o regime pelo qual ela advoga transformou as favelas em guetos isolados e dominados pela subcultura do tráfico. São essas convicções políticas que destroem a vida dos necessitados, os deixando ainda mais pobres e com suas vidas ameaçadas. Quantos filhos de Seus Joãos e Donas Marias não se perderam no submundo do crime glamourizado pelas elites deste País? Incontáveis. Só não vê isso quem não quer.
Na Era Brizola e nas subsequentes, as favelas triplicaram de tamanho, o tráfico reinou nos morros de forma absoluta, seu poder foi incontestável e muitos dos traficantes eram amigos dos figurões que compunham o governo naquela época. Esse “Way of Government” soa familiar a alguém? Qual político dos tempos atuais protege esse pessoal que merecia estar nas cadeias e que arruína a vida de milhares de pessoas? Uma dica: seu rosto estará na urna no segundo turno da eleição municipal. E ele e seu partido estão cada vez mais influentes. Sobretudo entre os jovens.
As ideias da esquerda na prática só trazem prejuízo, discórdia e tragédia. Não faltam exemplos ao redor do mundo.
Se o Brasil quer caminhar para outro patamar como nação, o seu povo, sobretudo as suas elites, devem mudar de pensamento. A elite deve entender de uma vez por todas que políticos de esquerda devem ser duramente combatidos por aqueles que defendem a liberdade, a ordem, a família e a autonomia do indivíduo. Ela deve entender que votar em políticos de esquerda é sacrificar a vida de milhares de cidadãos que aspiram uma vida melhor, com mais segurança e prosperidade.  Ela deve entender que cultuar a pobreza só manterá os mais pobres no mesmo lugar onde eles se encontram hoje.
Se quisermos construir um país mais próspero e seguro para os nossos filhos necessitamos, urgentemente, nos livrar de políticos no estilo de Leonel Brizola e de partidos como o PSOL, o PT e tantos outros tons de vermelho que atordoam a nossa vida política. Que o povo carioca aprenda a lição e diga não ao populismo esquerdista, autoritário e odioso nessas eleições.
Rodrigo Constantino

http://rodrigoconstantino.com/artigos/por-que-o-socialismo-jamais-resolvera-violencia-no-rio-de-janeiro/

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