Subscribe:

18 de novembro de 2016

Justiça deve decidir sobre prisão de mulher de Cabral na semana que vem

MPF entrou com recurso após pedido de prisão de Adriana Ancelmo ser negada em 1ª instância

Do R7

Sérgio Cabral e Adriana AncelmoWilton Junior/14.07.2008/Estadão Conteúdo
O desembargador Abel Gomes, do TRF (Tribunal Regional Federal) no Rio de Janeiro, decidiu nesta sexta-feira (18) que pedido de prisão de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, feito pelo MPF (Ministério Público Federal), deve ser analisado pelo órgão colegiado do tribunal, que se reúne na próxima terça-feira (19).
Gomes intimou a defesa de Adriana e a Procuradoria para se manifestarem.
O MPF já havia pedido, no meio da semana, a prisão da mulher de Cabral, que foi negada em primeira instância. A Procuradoria, então, entrou recurso no sentido estrito. Ao receber o novo pedido, Gomes entendeu que não era o caso de ele decidir sozinho sobre o caso.
Cabral foi preso, nesta quinta-feira (17), na Operação Calicute e na Operação Descobridor, desdobramentos da Lava Jato. Contra o ex-governador foram expedidos dois mandados de prisão — um pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e outro pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Adriana foi conduzida coercitivamente — quando o investigado é levado a depor e liberado. No documento do Ministério Público Federal, a força-tarefa dos procuradores da República descrevem a "atuação da esposa de Sérgio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo, a despertar ao menos suspeitas da prática de atos de ocultação de proveitos decorrentes da atividade criminosa do ex-governador".
"O escritório de advocacia da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo teve um crescimento vertiginoso durante os dois mandatos de seu marido Sérgio Cabral", afirma a força-tarefa. Segundo a Procuradoria, "alguns pagamentos ao seu escritório chamam atenção" por envolverem empresas suspeitas de lavar dinheiro para a organização criminosa, empresas concessionárias de serviços públicos e outras empresas que, "em razão das circunstâncias dos pagamentos ou do envolvimento em escândalos de corrupção anteriores, demandam aprofundamento das investigações".

R 7

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...