Pular para o conteúdo principal

Rosinha critica prisão de Garotinho em rádio: 'muita coisa vai explodir'


Prefeita de Campos, RJ, concedeu entrevista nesta quinta-feira (17).
'Gente grande' vai cair, disse; Garotinho é acusado de compra de votos.


Prefeita assinou decretos para economia de água (Foto: Divulgação / Secom Campos)Prefeita Rosinha Garotinho, ao lado do marido, Anthony Garotinho, em foto de 2015. (Foto: Divulgação / Secom Campos)
A prefeita de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e mulher de Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, criticou nesta quinta-feira (17) a prisão do marido. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Gaúcha.
Garotinho foi preso pela Polícia Feredal por suspeita de envolvimento com um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes. Rosinha afirma que a prisão se deu porque o ex-governador está denunciando "muita gente grande". Segundo Rosinha, "tem muita coisa ainda que vai explodir".
"Isso tudo é retaliação porque ele entregou na PGR um documento com mais de mil folhas com provas contra o ex-governador Sérgio Cabral, contra Pezão, contra o presidente da Alerj, o ex-presidente da Alerj e outras pessoas de outros poderes que ele denunciou, tudo com provas", disse na entrevista, sem apresentar provas.
Rosinha afirmou que "tem muita coisa ainda que vai explodir. A República está caindo", acrescentando que o casal teria uma audiência na semana que vem. "Muita coisa vai aparecer. Pessoas que já estão inclusive na delação de Cavendish", completou.
A prefeita de Campos afirmou que a prisão de Garotinho aconteceu por conta do programa social Cheque Cidadão e que não houve roubo.
"O Garotinho foi preso não por roubo, não por enriquecimento ilícito. É por alimentar o povo pobre. É diferente do Cabral. É diferente de outras pessoas que serão presas porque estão envolvidas na Lava Jato", disse. Rosinha negou que Garotinho tivesse relação com compra de votos, afirmando que ele não foi candidato nas Eleições 2016.
"O nosso candidato em Campos perdeu a eleição. E aí ele [Garotinho] é acusado de compra de votos de  Cheque Cidadão, de um programa que nós temos há muito tempo. Diferente do Sérgio Cabral, que foi preso hoje, diferente de outras pessoas que foram presas porque estão nas delações da Lava Jato do Brasil".
Rosinha também criticou as investigações e a postura da Polícia Federal no caso. "Eles estão fazendo uma investigação, mas que não tem uma prova concreta até hoje. Não tem prova. O povo de Campos que acompanha isso tudo não tem uma coisa concreta até hoje. Não tem nada. [...] Eles prendem as pessoas, ou por condução coercitiva. Aí chega lá, se as pessoas não fizerem o depoimento que eles querem, eles são presos por cinco dias, renovado por mais cinco dias, podendo levar a preventiva. Tem gente que mudou quatro vezes de depoimento".
Prisão
Garotinho teve o pedido de habeas corpus negado pela Justiça na quarta-feira (16). Ele passou mal e foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Rio. Ele foi preso em decorrência da Operação Chequinho, que investiga a compra de votos da eleição de Campos em 2016.
De acordo com o desembargador eleitoral Marco Couto, que negou o pedido de liberação da defesa de Garotinho, "verifica-se que os motivos que levaram o juízo impetrado a decretar a medida são relevantes" e "não se vislumbra ilegalidade manifesta na decisão atacada [que determinou a prisão preventiva]". Os advogados de Garotinho recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por volta das 18h15 desta quarta, o ex-governador foi retirado da Superintendência da PF, no Centro do Rio, em uma ambulância, e seguiu para o Hospital Souza Aguiar. Os advogados de Garotinho afirmaram ainda que ele corria risco de sofrer um AVC. A previsão era que o Garotinho seguiria para Campos ainda na noite desta quarta, mas o estado de saúde dele modificou os planos da polícia.

Grupos pró e contra Garotinho estão em frente à PF de Campos (Foto: Mozarth Dias/Inter TV)Grupos pró e contra Garotinho estão em frente
à PF de Campos (Foto: Mozarth Dias/Inter TV)
Operação Chequinho
Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira, em um apartamento na zona sul do Rio, suspeito de envolvimento nos crimes investigados pela Operação Chequinho.
A defesa de Garotinho afirma que a prisão preventiva é ilegal. Segundo a PF, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão no apartamento onde Garotinho estava, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele foi preso por volta das 10h30 por agentes da Polícia Federal
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100º Zona Eleitoral (Campos). O ex-governador do Rio foi levado para a sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio.
A PF cumpriu ainda oito mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias), outros oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva – quando a pessoa é levada a depor e depois liberada.
Anthony Garotinho foi governador do estado de 1998 a 2002. Depois concorreu à Presidência da República, sendo derrotado pelo ex-presidente Lula. Sua mulher, Rosinha Garotinho, foi também foi eleita governadora e ele foi secretário de Segurança do Rio no mandato dela. Neste período, uma série de denúncias de crimes eleitorais recaíram sobre o casal.
A operação da Polícia Federal teve início em setembro, quando a secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social e a coordenadora do Programa Cheque Cidadão em Campos foram presas. As investigações também levaram à prisão de eleitores, que teriam ligação com um vereador que foi detido no dia 29 de agosto por suspeita de aliciamento de eleitores.
No dia 19 de outubro, dois vereadores foram presos em Campos: Miguel Ribeiro Machado, o Miguelito, de 51 anos, e Ozéias Martins, de 47. Miguel foi levado para o Presídio Carlos Tinoco da Fonseca onde ficou até o dia 26 de outubro, quando foi liberado após cumprir a prisão temporária. O vereador Ozéias Martins foi liberado no dia 29 de outubro.
No dia 26 de outubro, o vereador Kellenson "Kellinho" Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, foi preso em uma nova fase da operação. Na ocasião, também foram presos chefes de postos de saúde na cidade. Kellinho conseguiu uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral e foi solto do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca no dia 4 de novembro.
Além disso, Gisele Kock, coordenadora do Cheque Cidadão na cidade, também está entre as que tiveram a prisão preventiva cumprida no dia 26 de outubro. Ela deixou presídio feminino Nilza da Silva Santos no início da tarde de 3 de novembro após conseguir habeas corpus.
No dia 29, a Polícia Federal prendeu o vereador Thiago Virgílio (PTC). Thiago foi solto no dia 3 de outubro, após o término da prisão preventiva. O parlamentar havia sido afastado pela Justiça Eleitoral das atividades na Câmara e ficou proibido de acessar e frequentar as dependências da Casa e da Prefeitura, e de manter contato com os beneficiários do Cheque Cidadão e com testemunhas do processo.
No dia 31 de outubro, a vereadora eleita Linda Mara (PTC) e a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga, foram presas pela Polícia Federal em um hotel de Copacana, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Uma terceira mulher, que é radialista em Campos, também foi presa. Linda Mara foi liberada após cumprir cinco dias de prisão temporária no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos. Ana Alice deixou o presídio após conseguir habeas corpus no dia 3 de outubro.


G1

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pré-candidato, Collor diz que não se arrepende de confisco da poupança

Ex-presidente falou sobre a prisão de Lula: "uma injustiça"

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTC), em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta sexta-feira (13), afirmou que o confisco das cadernetas de poupança implementado por seu governo "era uma necessidade absoluta" e que "faria do mesmo jeito" se tivesse que voltar àquele momento.


"Era uma necessidade absoluta. Se voltando àquele momento, faria do mesmo jeito. Tem a questão do próprio impeachment, que é uma coisa interessante", disse, ao ser questionado se o gesto foi um equívoco.


"O que houve foi um bloqueio do dinheiro que circulava na economia. A inflação estava em 82% ao mês. Havia instrumentos de especulação financeiros danosos, tínhamos que criar um ambiente em que pudéssemos fazer um congelamento de preços, que é algo terrível, uma medida que a gente deve evitar o quanto possível", disse ele na entrevista.


O senador disse ainda que continuará com a pré-can…

Dilma e Gleisi vão a Cuba 'denunciar' situação de Lula no Foro de São Paulo

A ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, viajam na semana que vem para Cuba para participar do encontro anual do Foro de São Paulo, que congrega partidos políticos e organizações de esquerda da América Latina. Ali, as duas pretendem "fazer uma denúncia" sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os petistas classificam como "prisão política".


"Eu vou agora para o Foro de São Paulo fazer uma denúncia também. Dilma vai, resolvemos ir para fazer a denúncia do que está acontecendo", disse Gleisi ao Valor PRO. "Nós vamos ter todos os partidos de esquerda e centro-esquerda da América Latina reunidos lá, autoridades. E nós vamos para denúncia internacional." O encontro ocorre em Havana entre o domingo, 15 de julho, e a terça, 17. No site da entidade, já há destaques para a prisão do ex-presidente, como um "Mapa de Mobilização Mundial Lula Livre" e manifestações de políticos e entidades…

Briga entre advogados de Lula se torna explícita e agora envolve familiares

12911
A humilhação a que o abobalhado Cristiano Zanin submeteu o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, extrapolou os limites do bom senso e da discrição e já envolve parentes dos envolvidos. A indignação do filho de Sepúlveda, Evandro Pertence, segundo conta o jornal Estadão, foi estampada no seguinte torpedo disparado contra Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Martins, num grupo de WhatsApp: “Não precisamos de vocês para ter qualquer tipo de protagonismo! Meu pai é e sempre será maior que vocês”. Lamentável que, certamente por dinheiro – não há outra explicação - Sepúlveda se nivele por tão baixo.
Perdemos um grande jurista para o PT. É mais um estrago provocado por esta infame organização criminosa. É também a demonstração da notória inteligência da seguinte expressão popular: "Quem com porcos anda, farelo come."
Informação do Jornal da Cidade