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Caos na Venezuela. Falta de notas provoca confusão nas ruas

Os venezuelanos saíram em protesto contra a falta de notas nos bancos e escassez de produtos básicos. Perante o caos, Nicolás Maduro decidiu prolongar a validade das notas de 100 bolívares.
Mais de 60 estabelecimentos comerciais foram roubados e saqueados no último sábado, em Cidade Bolívar, no sudeste da Venezuela. Entre os estabelecimentos afetados estão lojas de ferragens, de roupa, de venda de bebidas alcoólicas e supermercados.
Também ontem, dezenas de populares incendiaram, a sede da Câmara Municipal de Garcia de Hevia, em La Fria (sudoeste de Caracas), localidade onde durante a tarde de sábado foram saqueados vários estabelecimentos comerciais.
A sul do país, na fronteira com o Brasil, segundo utilizadores das redes sociais, orreram roubos em estabelecimentos comerciais em Santa Elena de Uairén. A situação obrigou os comerciantes a encerrarem os estabelecimentos.
O Presidente da Venezuela ordenou, há uma semana, que as notas de cem bolívares fossem retiradas de circulação, para alegadamente combater máfias internacionais (norte-americanas, colombianas, europeias e asiáticas), que disse estarem a armazená-las, para desestabilizar a economia venezuelana.
Ontem, porém, depois dos protestos em várias regiões do país, o chefe de Estado anunciou que as notas de cem bolívares vão continuar a circular até 2 de janeiro, e que as fronteiras com o Brasil e a Colômbia se mantêm fechadas até à mesma data.
"Decidi prolongar a validade das notas de cem bolívares, para circulação, comercialização e a atividade económica legal, dentro do território venezuelano, até 2 de janeiro de 2017 (...), por decreto de emergência especial", disse.
"Anunciem às pessoas (...) que podem continuar a usar tranquilamente as notas de cem, para as suas compras e atividades, na banca pública, privada e nas caixas eletrónicas [Multibanco]", disse.
Maduro disse ainda que a Venezuela está a ser vítima de um "complô" (conluio) internacional, que tem atrasado a chegada de novas notas, de maior denominação, ao país.
"A Venezuela tem sido vítima de uma sabotagem, para que as novas notas não cheguem à Venezuela. A um avião contratado e pago pela Venezuela, quando estava em voo deram-lhe ordem de se desviar e ir para outro país. Três aviões especiais de carga que tínhamos para trazer as novas notas, não puderam fazer a viagem e há outro que não teve autorização de voar", disse.
Nicolás Maduro responsabilizou ainda a oposição pelos protestos violentos ocorridos nos últimos dias, na Venezuela. "Sempre a direita contra os interesses nacionais, a procurar pescar em 'rio revuelto' [águas turbulentas], a procurar violência. Observem o que aconteceu em Guasdualito", acrescentou Maduro, aludindo à localidade onde pelo menos um banco foi destruído.
Segundo o Banco Central da Venezuela, existem 6.111 milhões de notas de cem bolívares em circulação no país, aproximadamente 48% do dinheiro que circula entre a população.

fonte TSF
http://www.tsf.pt/internacional/interior/caos-na-venezuela-falta-de-notas-provoca-confusao-nas-ruas-5559074.html

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