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4 de dezembro de 2016

Cidades de vários Estados têm atos em apoio à Lava Jato



Milhares de manifestantes já se reúnem neste domingo (4) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na Esplanada nos Ministérios, em Brasília, e cidades do interior de São Paulo, como Campinas e Franca. Também há registros de manifestações na Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.
O movimento organizado pelas redes sociais deve acontecer em cerca de 200 cidades do Brasil, em defesa a Operação Lava Jato e apoio ao juiz Sergio Moro.

André Muzell/Agif/Estadão Conteúdo
Manifestantes protestam contra corrupção no Farol da Barra, em Salvador
No Rio, a concentração começou às 10h, próximo ao posto 5. Ao som do hino nacional, manifestantes vestidos com a camisa do Brasil gritam "Fora, Renan", em protesto contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e contra as mudanças feitas no pacote anticorrupção.
"Estão chegando grupos de todos os lugares: Ministério Público, Igreja, a população como um todo. Queremos chamar a atenção para a pressão que a Lava Jato está sofrendo e para os congressistas, que estão tentando fazer lei para salvar a própria pele", disse Adriana Balthazar, uma das coordenadoras do Movimento Vem pra Rua-RJ, ao Estadão. 
Fábio Motta/Estadão Conteúdo
No Rio, protesto se concentrou em Copacabana
Organizadores estimam 600 mil o número de presentes, enquanto agentes de segurança que acompanham o protesto calcularam extraoficialmente a adesão de até 400 mil. Três carros de som, de diferentes movimentos, convocavam a população para a passeata. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informa que está liberada a pista junto aos prédios da Av. Atlântica, entre o Forte de Copacabana e a Rua Xavier da Silveira, após interdição no trecho. A pista junto à orla segue fechada normalmente para a área de lazer. 
Divulgação/PMDF
Manifestantes entram em espelho d'água em frente ao Congresso
O ato foi pacífico em Brasília e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, cerca de 5 mil pessoas se concentraram em frente ao Congresso Nacional no pico da manifestação. 
Em ação simbólica, manifestantes depositaram ratos de papel dentro do espelho d'água. "Porque é isso que eles são. Eles não nos representam", afirma uma das coordenadoras do protesto do carro de som.
Em coro, as palavras de ordem também são direcionadas ao presidente do Senado: "Renan, cangaceiro, devolve meu dinheiro".
Por volta das 13h, o protesto em Brasília começou a dispersar.
Em Campinas (SP), o protesto também focou em críticas ao senador. Outras cidades do Estado de São Paulo em que há protestos incluem manifestantes já começaram a protestar em Mogi das Cruzes, Indaiatuba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Rio Claro, Araçatuba, Campinas, Franca e Bauru.
Luciano Claudino - 4.dez.2016 /Código19/Estadão Conteúdo
Manifestantes protestam contra o presidente do Senado em Campinas
Entre as capitais, há concentração de protestos no Recife (PE), onde uma caminhada começou por volta das 11h na Praia de Boa Viagem. Além dos tradicionais bonecos gigantes, muitos carregam faixas e cartazes em apoio ao juiz Sérgio Moro e também críticas a parlamentares pernambucanos que votaram a favor do que eles consideram o "fatiamento e desvirtuação" do pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal. No mesmo horário, uma manifestação começou em Belém (PA), em frente à Praça da República.
Em Belo Horizonte (MG), o ato acontece na Praça da Liberdade, região do centro-sul da capital, e reúne 8 mil pessoas. Faixas pedem a continuação das investigações e a aprovação das 10 medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal. Os organizadores do ato atacaram também o governador do estado, Fernando Pimentel (PT), investigado por corrupção no âmbito da Operação Acrônimo, da Polícia Federal. Uma foto do governador foi atacada com lama. 

Pacote anticorrupção

O pacote de medidas contra a corrupção foi apresentado originalmente à Câmara pelo MPF (Ministério Público Federal) como projeto de iniciativa popular, que contou com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas, e chegou à Câmara batizado de "10 medidas contra a corrupção".
Na madrugada de quarta-feira (30), o texto-base do projeto de lei recebeu diversas alterações em sessão extraordinária. Dos dez tópicos originais, apenas quatro foram mantidos --outros três pontos foram adicionados pelos deputados. O texto segue agora para votação no Senado.
Igor do Vale/Estadão Conteúdo
Em Franca (SP), protesto critica mudanças nas 10 medidas contra a corrupção
Foram mantidas a criminalização do caixa 2 de campanha eleitoral, o aumento de punição para crime de corrupção (com crime hediondo a partir de 10 mil salários mínimos), a transparência para tribunais na divulgação de dados processuais e a limitação de recursos para protelação de processos.
Outros pontos aprovados, mas que não constavam no projeto original, foram: a criminalização da venda de votos por parte de eleitores, a instituição do crime de responsabilidade para juízes e promotores por abuso de autoridade, e a melhoria da regra que trata das ações populares.
Do projeto original, ficaram de fora: a criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, a recuperação do lucro derivado do crime, a prisão preventiva para assegurar a devolução do dinheiro desviado, a reforma do sistema de prescrição penal, os ajustes nas nulidades penais (defeitos no curso do processo que podem acarretar invalidação de determinada fase ou, às vezes, de todo ele) e a medida para impor maior celeridade nas ações cíveis de improbidade administrativa.

"Fora, Renan"

Além do pacote anticorrupção e do fim do foro privilegiado, o MBL também pede a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros. 
Após a aprovação do pacote anticorrupção na Câmara, Renan Calheiros colocou em votação no plenário do Senado um requerimento de urgência para a votação do projeto ainda na quarta-feira (30). O requerimento, porém, foi rejeitado por 44 votos a 14.
Na quinta-feira (1º), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu abrir ação penal e transformar em réu o presidente do Senado pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). É a primeira vez que Renan se torna réu em uma ação penal.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusa o senador de ter desviado parte de sua verba parlamentar, à que todo senador tem direito para pagar por atividades do mandato, para pagar a pensão alimentícia de uma filha. (*Com informações do Estadão Conteúdo)

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