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De costas para o Brasil, FHC defende Lula na Lava Jato


Publicado no Paraná Portal – Postado por: Narley Resende

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que um Presidente da República não tem como saber de tudo o que ocorre na administração pública. FHC falou na condição de testemunha de defesa do presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, que é réu em processo que investiga contratos da OAS com a Petrobras e também a contratação de um depósito para guardar os bens presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva.A defesa de Lula se manifestou por meio de nota, dizendo que os depoimentos desta quinta-feira inocentam o ex-presidente petista. “FHC disse ter sido eleito em 1994 por uma coalizão de partidos que isso é intrínseco ao sistema político brasileiro de presidencialismo de coalizão. Também disse que em princípio havia 184 deputados federais eleitos pela coalização dos partidos e esse número foi sendo ampliado a partir de sua posse. Cai, assim, por terra a tese do MPF de que ampliação da base parlamentar no governo Lula faria parte de um projeto criminoso de poder. 

Nenhum presidente, diz FHC, consegue governar se não fizer alianças e conseguir ampla maioria para aprovar seus projetos”, diz a nota.Durante o depoimento, FHC foi questionado se tinha conhecimento do possível esquema de cartel instalado dentro da Petrobras. Ele negou e disse que um presidente sabe apenas de coisas gerais e de assuntos que chegam direto ao gabinete.Outro ponto discutido na audiência foi o acervo de bens presidenciais. O ex-presidente disse sobre o assunto que a troca de presentes entre nações é um procedimento normal. 

Ele explicou que enquanto o presidente está no cargo, quem se encarrega de cuidar dos objetos é o Itamaraty.No entanto, de acordo com uma lei federal, após o mandato o acervo passa a ser pessoal, mas ainda continua tendo interesse público. Na audiência, FHC ainda explicou que o acervo de cada ex-presidente precisa ser mantido pelos ex-mandatários, gerando assim demandas pessoais de depósito. Ele diz ainda que depois que o presidente deixa o cargo ele é obrigado a manter todos os objetos adquiridos e, para isso, FHC esclareceu que em algumas oportunidades se utilizou da Lei Rouanet.Perguntado pelo juiz Sérgio Moro se em algum momento o instituto FHC recebeu doação não registrada ou ainda contribuições escondidas, o ex-presidente negou.Lula também é réu no processo e segundo a defesa dele, o depoimento de FHC desconstrói toda a acusação feita pelo Ministério Público Federal.

 A denúncia desta ação penal envolve três contratos da OAS com a Petrobras, a reforma de um tríplex no Guarujá, no litoral paulista, e o contrato de aluguel de um depósito para guardar bens presidenciais de Lula, em um esquema de corrupção de mais de oitenta e sete milhões e meio de reais (R$ 87,6 milhões).

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