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Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação TimóteoPastor da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, é suspeito de lavagem de dinheiro

O pastor Silas Malafaia foi levado a depor na sede da Polícia Federal da Lapa onde foi alvo de investigação na Operação Timóteo, deflagrada em 16 de dezembro. Foto: JF Diorio/Estadão


O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. A informação foi dada nesta sexta-feira, 24, pela Polícia Federal.
Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado.
A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).
Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.
O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia. No dia da condução coercitiva, em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação que mira em um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.
“Eu sei o poder das trevas”, afirmou em áudio.
O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: 9 Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Associação Vitória em Cristo. O espaço está aberto para Silas Malafaia.

Estadão

Comentários

ubirajara crespo disse…
Não sei até que ponto ests notícia é verdadeira, sei porém, que não foi à toa, que o cristianismo começou sem pompa nem brilho.
A fé cristã jamais tentou ofereceu aos seus lideres a possibilidade de enriquecimento. Não há quem possa duvidar disso.
Sendo o próprio Deus, Jesus possuía capital de giro suficiente para iniciar em grande estilo. Diante dele, os efeitos Spilbergianos pareceriam uma carroça o quebrada, sem cavalos, burros e bois para puchá-la.
Dá para imaginar qual seria o motivo pelo qual Jesus não começou a sua Igreja em meio a uma grande produção religiosa?
A grandiosidade não é a vocação da Igreja. Fornecer cargos altamente remunerados não é uma possibilidade mencionada durante a sua constituição. Montar uma empresa capaz de administrar grandes quantias de dinheiro é outra meta que jamais constou da pregação do colégio apostólico. Nem de leve existe qualquer menção, nas Escrituras, de que devem ser criados cargos que concedam à uma única pessoas o direito e o poder de decidir o que deve ser feito com o dinheiro arrecadado.
Aí, não tem ninguém que aguente a tentação de meter a mão na bufunfa.

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