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2 de maio de 2017

Força-tarefa da Lava Jato faz nova denúncia e acusa José Dirceu de receber R$ 2,4 milhões em propina



Segundo o MPF, a acusação foi antecipada para que possa ser levada em conta no o julgamento do pedido de liberdade do ex-ministro pelo STF.


Ainda nesta terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) coloca em julgamento um habeas corpus de José Dirceu, que está preso desde agosto de 2015.


Por conta disso, a denúncia, que "já estava sendo elaborada e amadurecida", segundo o procurador Deltan Dallagnol, foi antecipada. Para o procurador, "a liberdade de Dirceu representa um grande risco à sociedade".


O MPF ainda quer que os envolvidos devolvam o dobro do valor da propina para os cofres da Petrobras.


O G1 tenta contato com os advogados dos envolvidos


Força-tarefa da Lava Jato no Paraná denuncia José Dirceu (Foto: Adriana Justi/ G1)


Habeas Corpus



Ainda nesta terça, ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) 
devem analisar o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro José Dirceu.


A sessão tinha sido marcada para o dia 25 de abril, mas foi adiada para esta terça
 porque  os ministros decidiram, por unanimidade, aceitar um pedido da defesa
para analisar a ação com  novas manifestações dos advogados e do Ministério
Público sobre a prisão.


Em outubro do ano passado, o então relator da Operação Lava Jato, ministro
Teori Zavascki, já havia negado o pedido de liberdade.
Em fevereiro desse ano, porém, o novo  relator, Edson  Fachin, também negou
 a própria tramitação do habeas corpus na Corte, decisão que foi  derrubada
no dia 25.


No julgamento de terça, Fachin adiantou sua posição sobre a prisão:
disse que ainda há  motivos para manter o ex-ministro encarcerado em Curitiba.


Em seu voto, o relator da Lava Jato no STF, defendeu a manutenção da prisão
de Dirceu, considerando a “gravidade concreta” dos crimes pelos quais já foi
condenado na Lava Jato.


Em seu voto, o relator da Lava Jato no STF, defendeu a manutenção da prisão
 de Dirceu, considerando a “gravidade concreta” dos crimes pelos quais já foi
 condenado na Lava Jato.

Condenações

José Dirceu já foi condenado em dois processos no âmbito da Operação
Lava Jato.  Somadas, as penas chegam a 31 anos de prisão.


Na primeira decisão, de maio de 2016, o ex-ministro foi considerado culpado pelos
 A pena foi de 20 anos e 10 meses de reclusão, em virtude de atos ilícitos no 
âmbito da diretoria de Serviços da Petrobras.


Em março deste ano, Dirceu foi novamente condenado. Os crimes imputados 
foram corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que lhe geraram condenação a 
11 anos e três meses de prisão. A ação penal se originou na 30ª fase da operação
que apurou irregularidades em contrato para o fornecimento de tubos para 
a Petrobras.


José Dirceu está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região
 Metropolitana de Curitiba. Ele foi detido pela Lava Jato na deflagração 
da 17ª etapa da operação, batizada de "Pixuleco".


Mensalão

José Dirceu já havia sido condenado no processo do mensalão a 7 anos e 11 meses 
por corrupção ativa. Ele foi considerado chefe de esquema de compra de votos de
 parlamentares para favorecer os primeiros anos do governo Lula.


O ex-ministro foi preso em novembro de 2013 e passou a cumprir o regime 
semiaberto, com permissão para trabalhar fora. Em novembro de 2014, após 
cumprir um sexto da pena, foi para o regime aberto com prisão domiciliar, 
antes de ser preso na Lava Jato.


Quer saber mais notícias do estado? Acesse o G1 Paraná.

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