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10 de maio de 2017

Universidade Mackenzie de SP abre centro que questiona a evolução
















A Universidade Presbiterina Mckenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acab de inaugurar um núcleo de Ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos  realizaçõ de pesquisas sobre a chamada teoria do DI ( Desingn inteligente).

Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pl a maioria da Comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que o menos parte  de suas estruturas só podria ter sido projetada deliberadamente por um tipo de inteligência.

 O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mckenzie por causa da parceria entre a univrsidade brasileira e o Discovery Institute , nos EUA.

A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrots judiciais em seu pís por defender que a idéia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje  explicão mais consolidada sobre a diversidde da vida.


Trubunais dos EUA consideram que o DI seria na essência , muito semelhante ao cristianismo bíblico ( a ideia de que Deus  diretamente o homem  os demais  seres vivos e, portanto seu ensino violaria aa separção legal ntre religião e Estado no país.


"É importante destacar quee não é um núcleo de DI, e sim um núcleo de fé, ciência e sociedade", declarou  Folha o teólogo e pastor presbiteriano Davi Charles Gomes, chanceler da Universidade. " Nossa instituição é confessional, o que significa que ela tem uma visão segundo a qual o mundo teem um significado transcendente.
E não existe ciência que, no fundo, não refita também sobre coisas transcentes".

De Bactérias ao trânsito

Segundo Gomes, o contato com discovery Institute já acontece desde  a década passada, quando a universidade começou a organizar o ciclo de simpósios Darwinismo Hoje, trazendo biólogos defensores da teoria da evolução Darwinismo da evolução  e palestrantes que questionam o consenso científico.










Mesmo células e moléculas biológicas mais simples seriam, na verdade, tão complicadas que jamais poderiam ter surgido por vias naturais. Seria preciso a intervenção de algum tipo de inteligência para “projetar” o DNA e as primeiras células, por exemplo.

"Visitei o Discovery em Seattle e descobri que eles aplicam a ideia de design inteligente e complexidade irredutível a uma série de questões que vão além dos seres vivos, como sistemas de trânsito."
"Complexidade irredutível" é uma das palavras de ordem dos defensores do DI. O termo costuma ser aplicado a estruturas biológicas que, em geral, têm escala celular ou molecular e apresentariam organização tão intrincada que não poderiam ter surgido de forma gradual e não guiada, contrariando, portanto, o que diz a teoria da evolução.
O grande exemplo seria o flagelo (grosso modo, "cauda") de certas bactérias. Embora biólogos já tenham apresentado indícios fortes de que o flagelo bacteriano poderia ter sido construído a partir de peças de "seringas moleculares" usadas pelos micróbios para injetar toxinas, os adeptos do DI resistem à ideia.
"Quanto mais a gente estuda o flagelo, mais complexo ele fica", argumenta o químico Marcos Eberlin, pesquisador da Unicamp que coordenará o núcleo e é presidente executivo da Sociedade Brasileira do Design Inteligente.
Eberlin afirma que seu objetivo é promover a "avaliação crítica das duas possibilidades" (teoria da evolução e DI), um debate que, segundo ele, estaria sendo barrado pela maior parte da comunidade científica. "O problema é que a academia fechou a questão e não abre brecha para nenhum debate: só existe matéria, energia e espaço no Universo e acabou. Não é assim, os debates é que tornam a ciência divertida", diz.
Grande parte dos defensores do DI são cristãos conservadores, interessados em mostrar uma possível consonância entre os dados biológicos e o relato bíblico da Criação, mas Eberlin afirma que o movimento não impõe uma linha religiosa ou filosófica única. "Tem gente que acha que o design vem dos ETs, outros falam de um Grande Arquiteto do Universo, como os maçons, ou um espírito evoluído, como os espíritas."

PREOCUPANTE

Para especialistas, o projeto tem sabor de fracasso. "É triste e extremamente preocupante", diz o paleontólogo Mario Alberto Cozzuol, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). "As premissas do DI foram derrubadas e expostas já faz muito tempo. Seus proponentes não têm aportado nenhuma novidade para a discussão. O único motivo pelo qual isso continua atraindo gente é a falta de educação em ciências."
"Sabendo que o Mackenzie tem um curso de biologia que não compartilha, ou não compartilhava, das ideias do DI, pode haver choque de interesses. De qualquer forma, o peso simbólico é grande", afirma o teólogo Eduardo Rodrigues da Cruz, especialista na relação entre ciência e religião da PUC-SP.
"Considero que se trata de uma tremenda desonestidade intelectual", diz Maria Cátira Bortolini, geneticista da UFRGS. "As evidências, fatos, provas pouco importam –o que importa é a narrativa, construída de forma que se coadune com a ideologia ou a crença do sujeito.


Folha de Sã Paulo

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