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Jornalista desmascara Gleisi e aponta que ela ligou para presidente da CUT para pedir autorização referente a ato no Senado





Imagem: Produção Ilustrativa / Política na Rede

O jornalista Merval Pereira, do jornal O Globo, lamentou o "papel deplorável" feito pelas senadoras que tomaram de assalto a Mesa Diretora do Senado. Pereira criticou a política de grêmio estudantil e apontou: "a maior demonstração de que as senadoras estavam ali como meras linhas auxiliares dos sindicatos, que perderão sua força com a reforma trabalhista, foi a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, telefonar para o presidente da CUT para pedir permissão para encerrar a ocupação da Mesa do Senado".

Leia abaixo o texto de Merval Pereira:
O que se viu no plenário do Senado remete a cenas a que estamos assistindo diariamente na Venezuela, com o Congresso sendo invadido por vândalos, e parlamentares submetidos a pressões ilegais por representantes de corporações que cuidam de seus interesses sem atentar para os do país.
As senadoras que ocuparam a Mesa Diretora do Senado, não permitindo que o presidente Eunício de Oliveira iniciasse a sessão de votação da reforma trabalhista, fizeram um papel deplorável, por um momento o Senado Federal transformou-se em um palco para que senhoras voltassem aos tempos de ação política em grêmios estudantis, capitaneadas por um ex-presidente da UNE que tem complexo de Peter Pan.
O senador Lindbergh Farias manipulou os cordéis para que as senadoras se sentissem no comando das ações, mas foi dele que partiu a ordem para que a senadora Fátima Bezerra permanecesse na cadeira da presidência quando ela já se dispunha a liberá-la. Corria a boca pequena que todo aquele espetáculo fora concebido por outro ex-líder estudantil, o ex-ministro e atual condenado em prisão domiciliar José Dirceu.
A coisa foi tão ridícula que o deputado Marco Maia, ex-presidente da Câmara e envolvido em acusações na Operação Lava Jato, comemorava: “Já estão fazendo um vídeo comparando as senadoras às grandes mulheres que mudaram a História, a Rosa Luxemburgo, Olga Benário. Um sucesso”.
A cena das senadoras comendo quentinhas na Mesa do Senado parece de uma comédia pastelão, e o mais grave é que essas senhoras estão convencidas de que participaram de uma ação histórica, quando não passaram de ações histéricas que rebaixaram a política, já tão rebaixada pelos acontecimentos que estão sendo revelados no dia a dia da Operação Lava Jato.
No final, a reforma trabalhista foi aprovada como veio da Câmara, e o governo se comprometeu a fazer diversas mudanças através de vetos ou medidas provisórias para acatar algumas das reivindicações da oposição, como a não permissão para que trabalhadoras grávidas freqüentem ambientes considerados insalubres.
A flexibilização das leis trabalhistas poderá ajudar o país a melhorar a taxa de desemprego, uma conseqüência da crise econômica em que os últimos anos petistas nos meteram. Para o PT e seus satélites de esquerda, foi uma boa oportunidade para jogar para suas platéias, e a maior demonstração de que as senadoras estavam ali como meras linhas auxiliares dos sindicatos, que perderão sua força com a reforma trabalhista, foi a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, telefonar para o presidente da CUT para pedir permissão para encerrar a ocupação da Mesa do Senado. Como não foi autorizada pelo sindicalista, continuou sua patética atuação junto às outras senadoras.
O fim da contribuição sindical obrigatória está na legislação aprovada, o que retirará dos sindicatos esse poder financeiro que exercem sobre seus sindicalizados. Há tentativas de mitigar essa decisão, e o Palácio do Planalto negocia com os sindicatos. Mas, depois de ontem, não há garantia de que uma negociação é possível.
Episódios deploráveis que só fazem demonstrar o que esses políticos consideram ser uma ação democrática. O que chamam de resistência democrática significa apenas a não aceitação da vontade da maioria parlamentar, o contrário da democracia.

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