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16 de abril de 2018

Ativistas invadem tríplex atribuído a Lula no Guarujá (SP)

Apartamento na orla de Guarujá, litoral de São Paulo, é considerado pela Justiça Federal como propina paga a Lula





MTST e Frente Povo Sem Medo estenderam bandeira do alto do edifício Solaris

Marcelo Justo/Folhapress - 16.04.2018




Ativistas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ocuparam na manhã desta 
segunda-feira (16) o apartamento 164-A do edifício Solaris, no Guarujá, litoral de São 
Paulo, em protesto contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
MTST e Frente Povo Sem Medo estenderam bandeira do alto do edifício 
SolarisMarcelo Justo/Folhapress - 16.04.2018

Ativistas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ocuparam na manhã 
desta segunda-feira (16) o apartamento 164-A do edifício Solaris, no Guarujá, litoral 
de São Paulo, em protesto contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva (PT).

Recolhido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde o último 
dia 7, Lula cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão por supostamente ter beneficiado 
a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras. De acordo com a 13ª Vara Criminal 
de Curitiba e a 8ª Turma do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), 
o apartamento faria parte da propina paga ao ex-presidente.



Imagens transmitidas ao vivo no perfil do Facebook do líder do MTST, 
Guilherme Boulos — pré-candidato à Presidência da República pelo
 PSOL —, mostram uma bandeira da Frente Povo Sem Medo hasteada 
no tríplex, que fica no último andar do edifício.

"O MTST e o Povo Sem Medo acabam de ocupar o triplex do Guarujá que 
é atribuído ao Lula e foi motivo do [juiz] Sérgio Moro determinar a prisão dele
. Essa é uma ação de denúncia à farsa judicial que levou o Lula para a prisão", 
diz Boulos em vídeo publicado em suas redes sociais.

— Se o tríplex é do Lula, então o povo está autorizado a ficar lá, e vai se transformar
 no tríplex da resistência. Se o tríplex não é do Lula, então o Sérgio Moro vaio ter que
citou Boulos como representante da nova política brasileira, comparando o 
trabalho do militante à frente do MTST com a sua própria trajetória no movimento
 sindical nos anos 1970.

Em frente ao edifício, ativistas entoam gritos de apoio ao ex-presidente Lula. 
“Estão falando que [o apartamento] é dele, então é nosso”, dizem.

O imóvel atualmente está sendo leiloado por determinação da 13ª Vara Criminal 
de Curitiba, onde atua Moro. Os lances serão recebidos até 15 de maio. A empresa 
responsável pelo leilão cobra depósito antecipado de R$ 1.000 para interessados 
realizarem a visita.

Justiça Federal e Ministério Público Federal não se pronunciaram até o momento
 sobre a ocupação. 

R 7 Brasil

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