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26 de abril de 2018

Ciro Gomes: Não sou Dilma; marginal como Cunha não me derrubaria



Pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes disse nesta quinta-feira (26), 
que, se for eleito, não será tarefa fácil derrubá-lo do cargo, mas admitiu que precisará de respaldo
 popular para governar. Ele participou 16ª Marcha dos Vereadores, em Brasília.

“Se vocês (vereadores) deixarem, vão me derrubar. Não vai ser fácil não, porque não sou a Dilma,
 sou do ramo. Tu acha que um marginal como Eduardo Cunhame derrubaria? É preciso ser muito
 mais homem do que eu para me derrubar”, disse. Em discurso, o pré-candidato disse que é preciso
 dar apoio ao próximo presidente, caso contrário “vão derrubar o terceiro, o quarto, o quinto porque 
isso está escrito nesse país enquanto não virarmos o jogo”.

Para o ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva, ter na história da redemocratização dois
 presidentes cassados faz com que o país “não aguente esse nível de instabilidade”. “A nação vai
 precisar se dar as mãos para sair dessa profunda encalacrada”, declarou.

Na avaliação de Ciro, o Congresso Nacional derrubou Dilma Rousseff, “uma presidente honrada, 
embora estivesse fazendo um governo ruim”, num processo de impeachment “inventado” e que 
não dá mais para aceitar “gente que não tem voto” governando. “Remédio para governo ruim é 
pressão popular e data de eleição para mudar”, afirmou.




Ao criticar o ativismo judicial, Ciro disse que a nomeação do ex-presidente Lula como 
ministro-chefe da Casa Civil por Dilma foi um “erro brutal” por passar a mensagem de fim da
 autoridade dela e de que Lula precisava sair da jurisdição do juiz Sergio Moro. 
Para o presidenciável, ao barrar a nomeação de Lula, o Supremo Tribunal Federal (STF) invadiu
 as prerrogativas do Executivo.

O pré-candidato afirmou que é preciso restaurar o poder político como “imperativo da 
democracia” e reclamou que outros personagens de fora da política estão ocupando o vácuo
 de poder. Em seu discurso, Ciro criticou os magistrados que falam demais e que, em sua 
avaliação, também estão fazendo política ao se expor.

Aos vereadores, Ciro disse que o Brasil tem um problema estrutural a resolver e a porta de 
saída para o problema está na restauração da democracia e da liderança política. Segundo o
 pré-candidato, enquanto o país perde com a crise, o sistema financeiro “enche a pança”.

Revista Veja Abril

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