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Defensoria espera que Justiça conceda liberdade a pelo menos 138 presos em festa da milícia



No dia 7 de abril, 159 homens foram detidos em um show de pagode, em Santa Cruz Foto: Divulgação / Polícia Civil



A Defensoria Pública do Rio de Janeiro espera que, ainda nesta quarta-feira, a Justiça conceda a liberdade a pelo menos 138 pessoas, de um total de 158, que continuam presas acusadas pela polícia de envolvimento com a milícia. Segundo Rodrigo Pacheco, subdefensor geral, o parecer do Ministério Público, que diz não haver indícios para que os 138 sejam denunciados, pode ser juntado ao processo e apreciado por um juiz nas próximas horas.

Rodrigo Pacheco e João Gustavo, coordenador do núcleo de presos provisórios da Defensoria, se reuniram com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o deputado Marcelo Freixo. O parlamentar disse que recebeu representantes de famílias de 24 pessoas que fazem parte do grupo de 158 presos.


— A comissão de Direitos Humanos se coloca ao lado da defensoria, no que diz respeito à defesa dessas pessoas. Não é porque uma pessoa vai a uma festa que ele se torna miliciana — disse Freixo.

Segundo a Defensoria Pública, um defensor acompanha em Brasília, o trâmite de um pedido de habeas corpus, feito no STF, em nome de Vinícius Guedes de Almeida. Ele é um dos 158 pessoas que foram detidas pela polícia em um sítio, onde a milícia realizava uma festa, na Zona Oeste do Rio.

— O pedido foi distribuído, e o relator do caso é o ministro Dias Tófili. Um defensor em Brasília está acompanhando tudo. O habeas corpus ainda é o instrumento mais viável para garantir a liberdade desta pessoa — disse Rodrigo Pacheco, que por enquanto descarta a possibilidade de ingressar com pedido de liberdade coletivo no STF.

— Cada caso será avaliado para saber se está maduro ou não para ingressar com pedido de habeas corpus no STF — o subdefensor.

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