Pular para o conteúdo principal

Em vídeo, empresária confessa ter recebido dinheiro para Eunício Oliveira


Investigada afirma que M. Dias Branco, doadora da campanha do presidente do Senado em 2014, pagou por serviços que nunca foram prestados
Por Thiago Bronzatto

Revista veja Abril



Presidente do Senado, Eunício Oliveira: parlamentar é suspeito de receber recursos clandestinos em sua campanha em 2014 (Sergio Dutti/VEJA)

Em maio de 2013, o então senador do Ceará Eunício Oliveira, atual presidente do Congresso, prestou uma homenagem à M. Dias Branco, líder de vendas de biscoitos no país. Num discurso no Senado, o parlamentar do MDB lembrou que, aos 14 anos de idade, trabalhou na companhia cearense, “grande destaque na fabricação de alimentos e hoje sinônimo de sucesso em atividades distintas”. O laço entre o político e a empresa entrou na mira da Polícia Federal na última terça-feira, 10, com a deflagração da Operação “Tira-Teima”. A ação teve como objetivo apurar o caminho dos recursos nebulosos recebidos pela campanha de Eunício ao governo do Ceará em 2014. A suspeita é que o presidente do Senado tenha praticado os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além da delação de um ex-diretor da Hypermarcas, os investigadores se basearam nas revelações feitas por uma empresária de Salvador, mulher do marqueteiro da campanha de Eunício em 2014. Num depoimento em vídeo, obtido por VEJA, Maurenizia Dias Andrade Alves, dona do Instituto Campus, confessou que, a pedido de seu marido, Paulo Alves, recebeu dinheiro sem qualquer prestação de serviço. Os recursos foram repassados não só pela Hypermarcas e JBS, que já admitiram as irregularidades ao Ministério Público, mas também pela M. Dias Branco. A fabricante de biscoitos foi alvo de buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal nessa terça-feira, 10.

“Independentemente dessas questões referentes à Hypermarcas, o Instituto Campus, em 2014, recebeu também 250 000 da empresa Dias Branco, 250 000 da empresa Corpvs Segurança e mais dois milhões de reais da empresa JBS (…) que não houve, até o momento, nenhuma prestação de serviço para qualquer dessas três empresas acima mencionadas e foram feitas apenas os recebimentos sem os serviços correspondentes. No caso das empresas Dias Branco e Corpvs, houve o recebimento e a emissão das notas fiscais, mas não a formalização de contrato”, disse Maurenizia Dias.


A Polícia Federal investiga se a M. Dias Branco, assim como a Hypermarcas e a JBS, fizeram repasses clandestinos à campanha de Eunício Oliveira em troca de favores no Congresso. A empresa doou oficialmente cerca de 400 000 reais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corpvs, mencionada por Murenizia, é uma empresa de segurança que tem entre os seus sócios a Remmo Participações, do presidente do Senado, e Ricardo Lopes Augusto, sobrinho de Eunício.

Em sua delação premiada, o ex-diretor da Hypermarcas, Nelson Mello, contou que, às vésperas das eleições de 2014, foi procurado por Ricardo Lopes Augusto, presidente da empresa de segurança privada Confederal, também de Eunício, para ajudar financeiramente a campanha do parlamentar. Nesse encontro, ficou combinado que a Hypermarcas destinaria 5 milhões de reais para ajudar a eleger o parlamentar como governador do Ceará.

Uma parte desses recursos foi destinada a bancar “despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício Oliveira” por meio de “contratos fictícios”. As empresas Instituto Campus, de Maureniza, e a Confirma Comunicação e Estratégia, de Paulo Alves, receberam 3,35 milhões de reais. O restante foi desembolsado pela Hypermarcas a partir de uma nota fiscal emitida no valor de 1,65 milhões de reais apresentada pela Confederal, de Eunício — que, após o caso vir à tona, quis devolver o dinheiro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cuba, Venezuela, Bolívia, Angola, Guiné Equatorial e Congo não investirão mais no Brasil se Bolsonaro for eleito.

Bolsonaro já disse, não tem acordo com a esquerda, países como, Cuba, Venezuela, Bolívia, Angola, Guiné equatorial, Congo e entre outros, não levarão nenhum centavo do povo brasileiro.

O Paí já colocou R$ 42 Bilhões na Ilha que ficou mais conhecida como Ilha de Fidel. Dinheiro que poderia modernizar nossos aeroportos, portos e rodovias.
Uma risonha presidente Dilma Rousseff inaugurou, ao do ditador cubano Raúl Castro, a primeira fase do Porto de Mariel, em Havana.

 Na época a presença de Dilma se devai a uma razão principal : a conta foi paga por ela- na verddae, por todos os brasieliros. O Mariel custou US$ 957 milhões de dólares, dos quais US4 802 milhões vieram de financiamento concedido pelo banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES).

 O montante equivale a 2 bilhões. Dinheiro que poderia modernizar nossos aeroportos, portos e rodovias.

Istoé notícia-Jornal 21 Brasil

Justiça condena Juca Kfouri a pagar R$ 30 mil a Bolsonaro

A 26ª Câmara Cível do Rio determinou que Juca Kfouri e a ESPN paguem indenização de R$ 30 mil, mais correção e juros, por dano moral a Jair Bolsonaro, informa a Veja.

O presidenciável, porém, terá de indenizar o jornalista em R$ 6.000.

O caso começou em 2016, quando Kfouri criticou o comportamento de dois torcedores do Fluminense, comparando-os a torturadores e dizendo que deviam ser apoiadores de Bolsonaro.



Em resposta, o deputado gravou um vídeo com a camisa do Fluminense em que dizia que o jornalista estava “merecendo levar uns tabefes pra aprender a ser homem”.

Em seguida, Bolsonaro entrou com a ação por dano moral, alegando que na vida militar jamais participou de tortura. Na defesa, Kfouri negou ofensa à honra do hoje presidenciável.

RedeTV retirou o púlpito vazio de Lula por exigência de Bolsonaro

O púlpito vazio de Lula foi retirado pela RedeTv, após protesto de Jair Bolsonaro, que ameaçou não participar do debate.

 A Emissora consultou os demais concorrentes que concordaram segundo Igor Gadelha, da Crusoé.

 Diante dessa situação constrangedora, Bolsoanro tem moral mesmo sem ser o presidente, mas pode ser ainda no primeiro turno.