Pular para o conteúdo principal

Jungmann determina que PF investigue vazamento em inquérito contra Temer. Ministro afirmou que violação de sigilo é 'conduta passível de sanção

POR DANIEL GULLINO
27/04/2018 18:12 / atualizado 27/04/2018 18:33

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante evento no Palácio do Planalto - Givaldo Barbosa / Agência O Globo


BRASÍLIA — O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou nesta sexta-feira que determinou que a Polícia Federal (PF) investigue o "possível vazamento" de informações do inquérito que apura supostas irregularidades no Decreto de Portos e tem o presidente Michel Temer como um dos alvos.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que Temer cobrou uma investigação sobre "vazamentos irresponsáveis" para a imprensa de informações do inquérito. O presidente reclamou ainda do fato dos seus advogados não terem acesso aos autos.



Em nota, Jungmann disse que a violação do sigilo de investigações é uma "conduta passível de sanção administrativo-disciplinar, cível e penal".

De acordo com o ministro, "no Estado democrático de direito, não é admissível comprometer o legítimo direito de defesa e a presunção de inocência de qualquer cidadão ou do Senhor Presidente da República".

Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta sexta-feira, investigadores da Polícia Federal suspeitam que Temer teria lavado dinheiro de propina em reformas de casas de familiares. O presidente negou e disse que só um "irresponsável e mal intencionado ousaria tentar incriminá-lo":

— Qualquer contador, qualquer pessoa de bem, qualquer professor de matemática, consegue concluir que ao longo do tempo eu obtive recursos suficientes para comprar os imóveis que comprei e reformar os imóveis que reformei. Só um irresponsável, mal intencionado, ousaria tentar me incriminar, a minha família, meu filho de 9 anos de idade, como lavadores de dinheiro. Dizer que lavei dinheiro em uma casa alugada? — disse durante o pronunciamento.

Leia a nota de Raul Jungmann na íntegra:

"Determinei ao Diretor Geral da Polícia Federal a imediata apuração do possível vazamento ocorrido no curso do inquérito policial que apura fatos relacionados à edição do Decreto no. 9.048, de 10 maio de 2017, que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias.

No Estado democrático de direito, não é admissível comprometer o legítimo direito de defesa e a presunção de inocência de qualquer cidadão ou do Senhor Presidente da República.

A violação do sigilo profissional pelos responsáveis pela condução dessa ou de qualquer outra investigação é conduta passível de sanção administrativo-disciplinar, cível e penal. Além disso, depõe contra o reconhecido profissionalismo das instituições investigadoras."



Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/jungmann-determina-que-pf-investigue-vazamento-em-inquerito-contra-temer-22635190#ixzz5DuYxkFhi
stest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bolsonaro reage a Boulos: “Vamos tipificar como terrorismo qualquer invasão de propriedade privada”

Em sua ‘live’ de domingo no Facebook, Jair Bolsonaro reagiu ao vídeo de um comício feito por Guilherme Boulos na quarta-feira passada, ao lado de Gleisi Hoffmann, em cima de um carro de som no Masp, em São Paulo, no qual o candidato derrotado do PSOL disse que só deixaria passar o feriadão para voltar a fazer mobilizações pelo país e a militância cantou em coro: “Ô Bolsonaro, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”. Boulos afirmou que “o MTST ocupa terreno improdutivo, e a casa do Bolsonaro não me parece uma coisa muito produtiva”. “Você deve ter visto um vídeo de ontem, ou anteontem, do Boulos insuflando uma massa enorme para invadir, ocupar a minha residência. O que você faria se o Boulos e 2 mil pessoas ameaçassem invadir a sua residência? Se eu for o presidente e se o Parlamento assim entender, nós vamos tipificar como terrorismo qualquer invasão de propriedade privada”, disse Bolsonaro.
O Antagonista

Patrícia Pillar critica Regina Duarte por apoio a Bolsonaro

Através de comentário feito na postagem, Patrícia usou várias narrativas esquerdistas para indicar que o candidato do PSL não seria capaz de ocupar o cargo de presidente do Brasil.

Na tarde desta quinta-feira (11), a atriz Regina Duarte, da Rede Globo, que já havia sinalizado o apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), usou as redes sociais para fazer novas críticas ao Partido dos Trabalhadores, do candidato Fernando Haddad.

A atriz global compartilhou uma imagem com uma comparação entre o salário mínimo e outra quantia com a indicação de “Bolsa Presidiário”, fazendo referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A imagem ainda traz o questionamento: “Tem certeza que o PT sabe governar?”

Após a publicação, a atriz Patrícia Pillar, colega de emissora, rebateu a postagem por meio de comentário, assumindo uma posição contra Bolsonaro.

A ex-mulher de Ciro Gomes (PDT) declarou:


Com toda admiração e respeito que tenho por você Regina, faço aqui uma ponderação: de antemão te digo que n…

Haddad tenta jogar católicos contra evangélicos

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, participou de uma missa em São Paulo nesta sexta-feira (12). Em entrevista, logo após, o petista atacou Bolsonaro e tentou dividir cristãos. O dia de Nossa Senhora Aparecida foi utilizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para tentar construir a imagem de um Fernando Haddad com bases religiosas. “Eu sou neto de um líder religioso”, respondeu o candidato do PT ao ser chamado de “abortista” por uma cristã após a missa na paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, em São Paulo.