Pular para o conteúdo principal

Mais perto dos culpados -Descoberta de celular usado no carro de onde partiram os disparos contra Marielle e prisão de suspeitos de integrar organização criminosa renovam esperanças de esclarecer o assassinato


Crédito:  Danilo Verpa/Folhapress
MEMÓRIA O rosto de Marielle pintado em escadaria em São Paulo: vereadora é hoje o maior ícone da luta contra a injustiça (Crédito: Danilo Verpa/Folhapress)

As investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março, no Rio de Janeiro, são cercadas de sigilo e consideradas de alta complexidade por todos que acompanham os fatos. Dentro dessa definição, estão as ligações com o poder público – que podem vir a explicar o crime. Nas últimas semanas, alguns avanços renovaram as esperanças de que o caso esteja mais perto de ser elucidado. A Polícia Civil, responsável pela investigação, descobriu o celular do motorista que dirigia o carro usado no crime. Com a quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça, os investigadores passaram a cruzar os dados de mensagens instantâneas trocados com vários outros aparelhos, inclusive pertencentes a políticos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Alguns vereadores foram chamados a prestar depoimento na condição de testemunhas. Em nova investida contra a milícia – que é a “principal linha de investigação”, segundo o Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann –, foram presos oito suspeitos de integrar uma organização criminosa na quinta-feira 19, na zona oeste da capital e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A ação conjunta do Ministério Público e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Organizadas (Draco) inclui mandado de prisão contra 22 suspeitos.
APOIO Reunião de policiais e familiares das vítimas: para viúva de Marielle, equipe é “altamente qualificada” (Crédito:Jose Lucena/Futura Press)
Para a antropóloga Alba Zaluar, estudiosa de violência e de milícia, é preciso entender os tentáculos dessas máfias que se alastraram no Rio a partir da década de 1970. “Hoje, essa estrutura paramilitar inclui conexões com os poderes oficiais. Eles milicianos não são mais o poder paralelo; eles são o poder, entende?”. A especialista diz que não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil todo está repleto de grupos similares. “Matadores individuais, grupos de extermínio, pistoleiros, assassinos de aluguel, isso existe no Brasil inteiro e cresce porque não há punição. Por R$ 1 mil eles matam qualquer pessoa, é barato, portanto.” A elucidação do assassinato de Marielle é fundamental também para mudar a prática da impunidade neste sinistro mercado da morte. Outro ponto complexo dessa investigação, segundo a antropóloga, é lidar com o medo que os criminosos impõem, o que afasta as testemunhas. “As denúncias são importantíssimas, mas as pessoas que poderiam colaborar têm medo porque eles trabalham com o terror para intimidar”, afirma Alba Zaluar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bolsonaro reage a Boulos: “Vamos tipificar como terrorismo qualquer invasão de propriedade privada”

Em sua ‘live’ de domingo no Facebook, Jair Bolsonaro reagiu ao vídeo de um comício feito por Guilherme Boulos na quarta-feira passada, ao lado de Gleisi Hoffmann, em cima de um carro de som no Masp, em São Paulo, no qual o candidato derrotado do PSOL disse que só deixaria passar o feriadão para voltar a fazer mobilizações pelo país e a militância cantou em coro: “Ô Bolsonaro, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”. Boulos afirmou que “o MTST ocupa terreno improdutivo, e a casa do Bolsonaro não me parece uma coisa muito produtiva”. “Você deve ter visto um vídeo de ontem, ou anteontem, do Boulos insuflando uma massa enorme para invadir, ocupar a minha residência. O que você faria se o Boulos e 2 mil pessoas ameaçassem invadir a sua residência? Se eu for o presidente e se o Parlamento assim entender, nós vamos tipificar como terrorismo qualquer invasão de propriedade privada”, disse Bolsonaro.
O Antagonista

Patrícia Pillar critica Regina Duarte por apoio a Bolsonaro

Através de comentário feito na postagem, Patrícia usou várias narrativas esquerdistas para indicar que o candidato do PSL não seria capaz de ocupar o cargo de presidente do Brasil.

Na tarde desta quinta-feira (11), a atriz Regina Duarte, da Rede Globo, que já havia sinalizado o apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), usou as redes sociais para fazer novas críticas ao Partido dos Trabalhadores, do candidato Fernando Haddad.

A atriz global compartilhou uma imagem com uma comparação entre o salário mínimo e outra quantia com a indicação de “Bolsa Presidiário”, fazendo referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A imagem ainda traz o questionamento: “Tem certeza que o PT sabe governar?”

Após a publicação, a atriz Patrícia Pillar, colega de emissora, rebateu a postagem por meio de comentário, assumindo uma posição contra Bolsonaro.

A ex-mulher de Ciro Gomes (PDT) declarou:


Com toda admiração e respeito que tenho por você Regina, faço aqui uma ponderação: de antemão te digo que n…

Haddad tenta jogar católicos contra evangélicos

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, participou de uma missa em São Paulo nesta sexta-feira (12). Em entrevista, logo após, o petista atacou Bolsonaro e tentou dividir cristãos. O dia de Nossa Senhora Aparecida foi utilizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para tentar construir a imagem de um Fernando Haddad com bases religiosas. “Eu sou neto de um líder religioso”, respondeu o candidato do PT ao ser chamado de “abortista” por uma cristã após a missa na paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, em São Paulo.