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Marina diz que Bolsonaro 'será incontrolável' se chegar ao poder Ex-ministra voltou a negar a possibilidade de ser vice na chapa de Joaquim Barbos





RIO - A ex-ministra Marina Silva (REDE-AC) criticou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), seu concorrente na corrida presidencial deste ano, durante entrevista ao programa "Agora é com Datena", na TV Bandeirantes. Segundo ela, é preciso "ter grandeza" para ocupar a Presidência da República. Na última pesqusa Datafolha, divulgada este mês, Marina e Bolsonaro aparecem em empate técnico na liderança em todos os cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto Bolsonaro marca 17%, Marina oscila entre 15% e 16% nessas situações.

Questionada sobre a firmeza de Bolsonaro, Marina afirmou que não se pode confundir firmeza com grosseria. A pré-candidata afirmou que o concorrente não tem uma postura compatível com a de um presidente.
- A Presidência da República é um lugar onde as pessoas precisam ter grandeza. Quem não é capaz de se conter antes de chegar ao poder será incontrolável quando chegar - disparou, referindo-se a Bolsonaro.
Segundo Marina, o concorrente tem posicionamentos desrespeitosos com eleitores de outros candidatos.

- (Bolsonaro) É uma pessoa que não tem uma atitude de respeito para com as mulheres, índios e negros. E até com cidadãos que votam em outros candidatos. Vi uma cena do Bolsonaro oferecendo capim para eleitores do ex-presidente Lula - criticou. - A gente ser firme não significa que tenha que ser grosseiro. Firmeza não tem nada a ver com grosseria ou falta de respeito. Precisamos é de quem no processo político seja um educador do que é respeito à diferença.

Bolsonaro foi denunciado pela procuradora-geral da República Raquel Dodge por racismo. A acusação contra Jair Bolsonaro foi baseada em uma palestra que ele deu na Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado. Na ocasião, ele disse ter visitado um quilombo onde "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas". Para o deputado, os quilombolas "não fazem nada" e "nem para procriador servem mais". Para Raquel Dodge, ele demonstrou preconceito contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. A procuradora-geral considerou essa declaração "inaceitável".
MARINA DESCARTA SER VICE
Marina Silva também voltou a descartar a possibilidade de abrir mão de sua candidatura para assumir o posto de vice em outra chapa. Questionada sobre a possibilidade de apoiar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), terceiro nas pesquisas, ela garantiu que a Rede terá candidatura própria.
- Essa é uma discussão que os partidos devem fazer internamente. No caso da Rede temos uma decisão. Temos uma candidatura à presidência, um legado que foi acolhido por mais de 20 milhões de brasileiros. Em uma eleição de dois turnos é legítimo que os partidos lancem suas candidaturas. Eu respeito as candidaturas dos meus adversários - disse.

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