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Polícia de São Paulo pede prisão de Patrícia Lelis




No dia 5 de agosto, Patrícia denunciou o assessor de Feliciano de mantê-la 

em cárcere privado e forçá-la a gravar vídeos em que negava a denúncia que 

havia feito dias antes a um jornalista, na qual afirmava ter sido vítima de

 uma tentativa de estupro e agressão por parte do deputado federal


Valmar Hupsel Filho , O Estado de S.Paulo
06 Setembro 2016 | 18h57

Patrícia Lelis
Patrícia Lelis Foto: Reprodução
SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo encerrou o inquérito que investigava a denúncia de sequestro e ameaça contra o assessor do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, com pedido de prisão preventiva da autora, a estudante de jornalismo Patrícia Lelis, de 22 anos, por denunciação caluniosa e extorsão.
No dia 5 de agosto, Patrícia denunciou Bauer de mantê-la em cárcere privado e forçá-la a gravar vídeos em que negava a denúncia que havia feito dias antes a um jornalista, na qual afirmava ter sido vítima de uma tentativa de estupro e agressão por parte de Feliciano.
No dia seguinte, Patrícia denunciou formalmente o parlamentar. A denúncia contra Feliciano foi feita em Brasília porque ele tem foro privilegiado. A queixa, feita na Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher, em Brasília, foi recebida pelo Supremo Tribunal Federal no dia 19.
A investigação liderada pelo delegado Luis Roberto Hellmeistaer, titular da 3ª DP, que se restringia à atuação do assessor de Feliciano, concluiu que não havia sequestro, mas sim uma negociação que envolvia o pagamento em dinheiro pelo silêncio de Patrícia. "Ela representa perigo para a sociedade", disse o delegado. O inquérito foi encaminhado à Justiça, que deve analisar o caso após parecer do Ministério Público. 
Para o advogado de Patrícia, Roberto Cidade, há pouca chance de o pedido de prisão prosperar porque a denúncia feita por Patrícia em São Paulo, ainda que tenha Bauer como alvo, cita diversas vezes o nome de Marco Feliciano. O argumento é que, como Feliciano tem foro privilegiado, a investigação obrigatoriamente teria que ser feita pelo Supremo. 
"Não existe uma preocupação muito grande deste pedido porque há uma grande chance de ser anulado no Supremo", disse. A defesa da jovem já pediu a anulação de todos os atos da polícia de São Paulo e o envio dos autos ao STF, onde já corre procedimento investigatório. 

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