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A Polícia Federal no rastro do contador de Michel Temer

Alphonse Gabriel Capone, mais conhecido como Al Capone, o maior gângster dos Estados Unidos, controlava casas de jogo, bordéis, bancas de apostas, clubes noturnos, destilarias e cervejarias. Chegou a faturar 100 milhões de dólares por ano.


Não possuía quaisquer bens em seu nome e não tinha sequer uma conta bancária, sem escrúpulos, frio e violento, autor e mandante de inúmeros crimes, sempre se saia impune.

Só conseguiram pegá-lo e colocá-lo atrás das grades, quando os investigadores resolveram revirar a sua contabilidade e chegaram à conclusão de que Al Capone devia mais de 200 mil dólares ao fisco.

A sentença contra "o rei de Chicago", no dia 24 de outubro de 1931, foi de 11 anos de prisão por sonegação de impostos.

A perversidade sempre deixa rastros...


Atualmente, mesmo com inúmeros fatos, a delação da JBS, a gravação de Joesley e a mala de dinheiro de Rocha Loures, Temer segue incólume.

Tudo pode se modificar na investigação da contabilidade. É justamente o que a Polícia Federal está fazendo presentemente.

A PF está no rastro de Almir Martins, o contador de Michel Temer.

O elo financeiro entre o coronel Lima, tido como operador de Temer, e a Rodrimar, empresa acusada de ter pago propina a Temer, foi encontrado.

A ligação está materializada através da empresa Eliland, cujo administrador é o contador.

Martins foi o responsável pela contabilidade de Temer nas campanhas de 1994,1998, 2002 e 2006 e é funcionário de uma empresa do coronel, a Argeplan.

Como administrador da Eliland, segundo sua própria confissão, a função do contador era tão somente administrar o dinheiro do contrato com a Rodrimar.

É bingo!

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