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5 de maio de 2018

Com ação sobre doleiros, MPF vê chance de reabrir investigações anuladas pela Justiça


Imagem: Fábio Teixeira / Folhapress




















Com a prisão dos maiores doleiros do país, a força-tarefa da Lava Jato no Rio, 
responsável pela operação Câmbio, Desligo, vê possibilidade de retomar investigações
 que foram anuladas pela Justiça, como a Satiagraha e a Castelo de Areia. Operadores 
citados nesses casos estão entre os 33 presos da mais recente ofensiva do MPF fluminense. 
Para os procuradores, se novas provas sobre apurações já encerradas surgirem em 
eventuais delações, está aberto o caminho para revisitar antigas suspeitas.

Tanto a Satiagraha como a Castelo de Areia foram anuladas porque a Justiça entendeu
que houve irregularidade na coleta de provas ou falhas formais nos processos.
Para a Lava Jato fluminense, não haveria impedimento para reanalisar fatos a partir de
fontes novas.


Por essa tese, apenas acusações que estejam prescritas ficariam fora do alcance dos
procuradores.


Um dos alvos da Câmbio, Desligo é o doleiro Marco Antônio Cursini, responsável pela
delação que originou a Castelo de Areia. A defesa dele tem dito descartar nova
colaboração.


Autoridades que atuaram nas operações que foram anuladas especulam que, além de
empreiteiras e de políticos, possíveis novas delações de doleiros implicariam
também bancas de advocacia.

Politica na Rede

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