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17 de maio de 2018

Defesa de Lula não quer que Moro receba delação que fala que Joesley ajudou o PT em troca de ajuda no BNDES


Imagem: Amauri Nehn / Brazil Photo Press















A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar que trechos complementares
da delação de executivos do grupo J&F, controlador da JBS, fiquem com o juiz Sergio Moro,
responsável pelos processo da Operação Lava-Jato na primeira instância.
Os advogados dele apresentaram uma petição nesta quarta-feira no Supremo Tribunal
Federal (STF) pedindo para que fiquem concentradas na Justiça Federal de Brasília as
investigações que tratam de supostos repasses da JBS ao PT em contas no exterior.
Em troca dos repasses, haveria ajuda em financiamentos no Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A defesa recorreu, com o objetivo de que tudo ficasse apenas em Brasília.
A Segunda Turma do STF concordou. Mas na semana passada a PGR pediu
que trechos complementares da delação sobre o mesmo assunto fossem para as duas
unidades da Justiça Federal. Ainda não houve decisão de Fachin a respeito.


"Tal pleito, com todo o respeito, a um só tempo: (i) contraria o mandamento promanado
por essa Corte Máxima e (ii) incorre na possibilidade de o peticionário
(Lula) vir a ser investigado/processado por fatos", argumentaram os advogados
Cristiano Zanin Martins. Valeska Teixeira e Luis Henrique Pichini Santos, que
defendem Lula.


Depois, acrescentaram: "Não se pode conceber a remessa dos elementos originários à
Justiça Federal de Brasília, o que se deu por determinação desse Supremo Tribunal Federal,
e o envio de conteúdo complementar – fornecido a fim de supostamente reforçar os
primeiros – a um juízo distinto."


"Segundo a narrativa dos colaboradores, Joesley Batista teria tratado com o Sr. Guido
Mantega, ex-Ministro da Fazenda, assuntos de interesse da JBS S/A no âmbito do


BNDES. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT) teria recebido contribuições
em contas no exterior. Joesley Batista ainda afirma — sem qualquer elemento de
corroboração — que o ex-Ministro Mantega teria mencionado que uma dessas contas
poderia ter o Peticionário como beneficiário", escreveu a defesa de Lula. Mantega foi ministro
da Fazenda nos governo de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, também do PT.

Politica na Rede

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